quarta-feira, 1 de maio de 2013

Anjos Caídos - Capitulo 9: Ok. Vamos.

Eu estava jogada na cama de Mi-cha, quando Julia entrou. De alguma forma, ela sabia que eu estava la.
Julia: Então a queridinha tem um namorado? E nunca contou isso pra ninguém? Parece que isso vai ser interessante.
Levantei num pulo.
Meiling: Nã-não é o que parece!
Julia: É isso que vamos descobrir.
Ela saiu correndo, e eu fui atrás dela. Ela foi até o comodo da casa onde os parentes mais velhos estavam. Todos os primos e inclusive Mi-cha, estavam lá.
Julia: EI! POSSO CONTAR UMA NOVIDADE?
Eu a puxei pelo braço com uma mão e tampei sua boca com outra. Todos olharam assustados. Eu não me tinha dado conta que todos estavam lá. Comecei a encravar minhas unhas no braço dela. Não fiz nada que ela não merecia. Os pais dela me fizeram solta-la, e depois foram reclamar com os pais de Mi-cha sobre mim. A mãe de Mi-cha mandou eu ficar no quarto de Mi-cha, sozinha, mas eu fiquei espiando a festa da escada, um lugar que ninguém me veria.
Os pais de Julia começaram a demonstrar um certo ódio por mim. Pelo visto, Julia herdou isso dos pais.
Pai de Julia: Viu? Eu estava certo. Essas crianças pobres sempre são assim. Não importa se são adotadas ou não. Isso está no sangue.
O pai de Mi-cha, mesmo numa briga, mantinha seu tom de voz calmo. Não demonstrava raiva ou preocupação.
Pai de Mi-cha: Ela nunca foi assim. Com certeza sua filha deve ter feito algo para irrita-la.
De uma coisa eu já tinha certeza desde que havia visto a mãe de Julia pela primeira vez: Ela ama uma briga.
Mãe de Julia: Não sei não viu. Acho que se você não ficasse ensinando essas coisas de moleque pra ela...
A mãe de Mi-cha permanecia sempre calada.
Pai de Mi-cha: Não é porque sua filha é uma garota mimada, que Meiling também deve ser. Foi ela que quis aprender a lutar, eu só a ensino.
O pai de Julia começou a rir ironicamente.
Pai de Julia: Claro, porque se alguns vagabundos da escola dela resolverem bater nela, com certeza ela vai conseguir atacar eles em vez disso.
Pai de Mi-cha: Eu não a treino para atacar, e sim para se defender. Se então alguns vagabundos como você mesmo diz, resolverem ataca-la, ela vai apenas se defender e se afastar. Ou você acha mesmo que eu deveria instrui-la a machuca-los até sangrar?
Todos olharam para o pai de Julia, que estava em pé, com um copo de cerveja na mão. Era um homem gordo. Nem um pouco atraente.
Pai de Julia: É... Você não me convenceu. Vamos concordar com uma coisa: mulheres não foram feitas para lutar. Isso é coisa de homem. Eu acho que você não deveria perder seu tempo, ainda mais com uma criança.
Pai de Mi-cha: Pouco me importa o que você acha.
Após terminar a frase, o pai de Mi-cha pegou sua xícara de chá e tomou um gole. Aquilo parecia ter sido um tipo de sinal para encerrar aquele assunto.
O pai de Julia foi até a piscina e ficou lá. Subi até o quarto de Mi-cha, já que dava pra ver parte dessa área da janela dela. Aquele cara realmente me dava nojo. Percebi que ele ficou lá até escurecer, e só saia para pegar mais cerveja. Quando escureceu, a mãe  de Mi-cha foi até ele.


Matthew: Acho melhor não conversarmos sobre isso aqui.
Fomos todos pra minha casa, em silencio. Ninguém arriscou uma palavra sequer. Quando chegamos, fomos todos direto para o meu quarto. Joguei minha mochila na cama, e me sentei na cadeira de balanço que tinha no canto do quarto.
Meiling: Comecem.
Mi-cha encarou Matthew, esperando que ele falasse. Matthew suspirou e começou a caminhar lentamente pelo quarto.
Matthew: Pode-se dizer que... nós três não precisaremos frequentar as aulas por um bom tempo...
Meiling: Como assim?
Matthew: Ok. Vou tentar ser objetivo.
Ele foi até a sacada e pegou uma das cadeiras de lá, e colocou no meio do quarto. Mi-cha se sentou na cama.
Matthew: São poucas as pessoas que nascem abençoadas. As pessoas abençoadas são um tipo de anjo. Existem quatro tipos de anjos: Os anjos puros, que a maioria chama de anjos do bem. São pessoas inocentes, que mesmo vivendo com as impurezas do ser humano, conseguem manter sua inocência, sua pureza, e suas asas brancas. Os anjos malignos, que são os anjos do mal. Mas não são demônios, como a maioria pensa. São exatamente o contrário dos anjos puros. Possuem as asas negras. Alguns anjos malignos conseguem se tornar demônios, mas são poucos. Azazel foi um que conseguiu. Os demônios possuem um grande poder, e enormes asas negras. Os anjos incertos são conhecidos apenas por aqueles que possuem o dom da magia. Podem se tornar anjos puros ou anjos malignos, sem ninguém saber. Uma de suas asas são brancas e a outra negra, como as minhas. E por fim, os abençoados. Ah sim, estes são muito raros. Possuem um enorme poder, e possuem enormes asas brancas. São o contrario dos demônios.
Ele me encarou com um olhar sério.
Matthew: Meiling, você é uma abençoada. E se nós não formos embora logo, é capaz de você e outras pessoas que não tem nada a ver com isso serem prejudicadas.
Meu cérebro ainda estava tentando assimilar todas as informações. Eu realmente achei interessante a proposta. Mas eu sabia que isso não iria acabar bem.
Meiling: Mas... Eu não posso... Nós não podemos deixar a escola assim. Nós vamos nos formar esse ano! Eu não vou abandonar o meu futuro por algo que... E Mi-cha? O que ela vai dizer para os pais? 
Eu me levantei.
Meiling: E pra onde vamos afinal? Como eu sei que você não está mentindo? Como eu sei que você não vai...
Ele me interrompeu.
Matthew: Eu já falei com o... com os pais de Mi-cha.
Mi-cha pareceu ter ficado surpresa.
Mi-cha: Já? Mas como você...
Matthew ignorou a pergunta que Mi-cha iria fazer. Ele também se levantou.
Matthew: Nós não podemos ficar aqui. É muito fácil para Azazel ou Nick acharem qualquer uma das duas. Nós iremos para um lugar escondido, onde eu vou treinar as duas. Alem do mais, você precisa de algumas coisas para poder lutar contra Azazel.
Meiling: Mas eu não quero lutar contra Azazel!
Matthew: Você não tem escolha.
Me calei por um momento.
Meiling: E o colégio?
Matthew: Achei que não iria perguntar. Meu pai e a diretora eram melhores amigos desde  a infância. Ela sabe de tudo sobre ele, inclusive que ele era um anjo. Ela entendeu o problema. Quando voltarmos, só precisaremos atingir as notas, como alunos normais, para poder se formar.
Fiquei pensativa por um momento. Ele realmente havia pensado em tudo.
Meiling: Quando nós vamos?
Os dois sorriram.
Matthew: Eu preciso passar em casa para pegar algumas coisas... É tempo suficiente de você e Mi-cha pegarem algumas coisas também. Principalmente armas.
Mi-cha se levantou.
Mi-cha: Então... nos encontramos aqui em meia hora?
Todos concordaram com a cabeça. Matthew e Mi-cha foram para suas casas. Tomei um banho rapido e vesti meu agasalho que não usava fazia tempo, mas servia direitinho, junto de uma regata preta. Calcei meu tênis mais confortável. Peguei uma mochila velha, que eu tinha guardada apenas para as raras vezes que eu dormia na casa de Mi-cha. Coloquei tudo o que Matthew havia me dado dentro dela. Armas, livros... tudo. Coloquei  também uma garrafa d'água. Por fim, vesti minha luva e levei minha mochila até o jardim da minha casa. Sentei lá e fiquei esperando Matthew e Mi-cha. Matthew chegou pouco tempo depois.
Matthew: Preparada?
Apenas concordei com a cabeça.
Meiling: Mi-cha não deveria ir com a gente. Ela vai se machucar.
Matthew: Mei...
Meiling: O que?
Matthew: Ela cresceu.
Ficamos em silencio até Mi-cha chegar. Quando ela chegou, nós dois nos levantamos.
Matthew: Agora, me sigam.
Obedecemos. Ele nos guiou até o bosque. Por um momento, eu achei que nós íamos ficar lá, até que ele foi até a borda do pequeno rio e retirou um cristal. Ele analisou o objeto por alguns segundos, e depois jogou de volta no rio. O cristal bateu numa pedra e se quebrou ao meio. Um redemoinho formou-se no rio, e dele saiu uma luz azul celeste, que formou um portal. As pedras do fundo do rio formaram uma ponte simples.
Matthew: Vamos.
Matthew foi caminhando sobre as pedras e entrou no portal. Eu e Mi-cha fizemos o mesmo. O portal se fechou assim que Mi-cha entrou. 
Era uma floresta bem grande. Muito fácil para nos perdermos. Ficamos caminhando por umas duas horas, e já estava ficando escuro. 
Matthew parou.
Matthew: Aqui. Eu acampava com meu pai aqui.
Ele ficou pensativo por um momento. Ele colocou sua mochila no chão e começou a tirar as peças para montar uma barraca. Depois que tirou, jogou sua mochila pra mim e Mi-cha.
Matthew: A barraca de vocês está ai. Se virem.
Eu e Mi-cha nos entreolhamos. Colocamos nossas mochilas no chão, e tiramos as partes da barraca que Matthew disse que seria nossa. Ele terminou de montar a sua bem rapido, e em seguida, ficou sentado, apenas observando eu e Mi-cha tentando montar. Depois de varias tentativas que terminaram em fracasso total, eu e Mi-cha resolvemos colocar em pratica o mesmo plano que usavamos quando eramos crianças, quando não queriamos fazer algo.
Meiling: Cansei.
Matthew começou a rir.
Mi-cha: Não ria.
Ela pegou uma das partes da barraca e deu para o Matthew. Eu e Mi-cha sentamos uma de cada lado de Matthew.
Matthew: O que vocês querem que eu faça com isso?
Mi-cha: O que você acha?
Meiling: Queremos que você monte, é obvio.
Ele começou a rir ironicamente.
Matthew: Não. A barraca é de vocês, se virem.
Nós nos levantamos e pegamos todas as coisas da barraca e colocamos em volta dele. Pegamos nossas mochilas e nos isolamos na barraca dele. Ficamos lá mais ou menos uma hora, e quando saímos, nossa barraca era a melhor. Ele estava deitado dentro dela, mas o expulsamos aos chutes. 
Resolvemos não jantar. Ninguém havia levado comida, e estávamos cansados demais para procurar. Fomos todos dormir, já que, de acordo com Matthew, o dia seguinte ia ser puxado demais.
Acordei de madrugada. Mi-cha dormia como uma criança. Resolvi sair da barraca para tomar ar fresco. Vi Matthew encostado numa arvore. Estava perdido no meio de seus pensamentos, preferi não interromper. Fiquei sentada do lado de fora da barraca alguns minutos, comecei a analisar Matthew, que não havia notado minha presença. Ele... estava chorando?!



Meu amigo ainda me esperava na esquina. Fomos conversando até a sorveteria, e depois fiquei pensativo. 
Amigo: Ei. Cara. Que foi?
Matthew: Hã?
Amigo: Tava pensando no que?
Droga. Eu não conseguia tirar o que aquela garota, Meiling, havia falado. Mas porque?
Matthew: Em nada. 
Amigo: Acho que você está apaixonado.
Matthew: O-oque?
Amigo: Você tem uma namorada e nem me contou.
Matthew: Ela não é minha namorada! Eu nem gosto dela!
Amigo: Aham tá. Ei, bora lá naquele lugar perto da tua casa, jogar uma bola?
Pensei em recusar, mas se eu recusasse com certeza iria ficar pensando no que ela disse o dia inteiro.
Matthew: Bora.
Fomos.



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domingo, 28 de abril de 2013

Anjos Caídos - Capitulo 8: Não me escondam nada!

Era tarde, eu estava na casa de Mi-cha. Era uma festa de família, e me obrigaram a ir. Eles realmente diziam que eu era parte dela. Os meninos foram brincar de uma coisa, e as meninas de outra. Eu não queria brincar, fiquei apenas olhando. Os meninos vieram nos chamar para brincar de esconde-esconde, já que a casa da Mi-cha era muito grande, principalmente as áreas ao ar livre, o único lugar que podíamos fazer o que quiséssemos nessas festas. Acabei por aceitar. Resolvemos decidir quem iria procurar num jogo de rainha. Aquele que ganhasse, escolheria um dos perdedores para procurar.
A ordem seria: Mi-cha, a prima que me odiava, o primo mais velho, o segundo primo mais velho, o primo mais novo, eu.
O jogo começou e todos deram os três passos para trás.
Todos: RA-IN-HA.
Mi-cha deu dois passos até a prima que me odiava, e recuou um. A prima que me odiava ficou entre tentar me tirar do jogo e tentar tirar Mi-cha. Optou por tentar me tirar, e deu os três passos até mim, com raiva. Ela quase conseguiu, mas recuei. Ela pareceu ter ficado irritada com isso, já que pelo o que eu havia percebido, ela tinha colocado toda sua força para pisar no meu pé. O primo mais velho foi até Julia (a prima que me odiava), mas não conseguiu. O segundo primo mais velho tentou ir até Mi-cha, mas não chegou nem perto. O mais novo tentou ir até o mais velho. Julia estava conversando com Mi-cha, e não percebeu que era minha vez. Consegui tirar ela. Ela ficou com muita raiva, mas não fez nada, apenas saiu. Agora a ordem era: Mi-cha, o primo mais velho, o segundo primo mais velho, o primo mais novo, e eu.
Mi-cha foi em direção ao mais novo. O mais velho tentou me tirar, mas em vez de no ultimo passo recuar, ficou ainda mais perto de mim, mesmo não me acertando. Estava perto o suficiente para eu sentir sua respiração. Os dois mais velhos se entreolharam, e em seguida, o segundo mais velho foi até o mais novo. O mais novo tentou pisar no pé de Mi-cha, mas não conseguiu. Era minha vez, dei três passos pra trás. Percebi que todos ficaram observando, já que eu podia muito bem ter tirado o Antonio (o primo mais velho). Resumidamente, acabou que Antonio venceu, e mandou eu procurar. Todos foram se esconder. Fiquei no jardim da frente. Me encostei na parede, fechei os olhos e comecei a contar até 10.
Terminei de contar e me virei enquanto abria os olhos. Dei de cara com Antonio, que parecia estar me esperando. Não tinha ninguém ali alem de nós dois. Ele apoiou suas mãos na parede, me impedindo de sair dali. Agora eu estava entre a parede e ele. 
Seu rosto ficava cada vez mais próximo do meu. Eu estava com vontade de gritar, mas não acho que adiantaria, afinal, ninguém poderia fazer nada. Os parentes mais velhos estavam no outro lado da casa, onde realmente não se dava pra ouvir muito bem o que acontecia lá na frente. E os primos e Mi-cha? Do jeito que são fofoqueiros, capaz de ficar assistindo. E Mi-cha realmente não poderia fazer nada. 
Pelo canto do olho, vi Matthew e um outro garoto passando. Matthew estudava na mesma sala que eu e Mi-cha. Sempre achei ele arrogante. O outro menino eu não conhecia. Quando ele passou bem em frente a casa de Mi-cha, tentei chamar por ele, mesmo que fosse num sussurro. Eu estava nervosa com a situação, e por isso minha voz ficou meio "falhada". 
Meiling: Ma... Matthew!
Só depois que chamei que comecei a pensar o que ele poderia fazer. Simplesmente nada, no meu ponto de vista. Antonio ignorou, mas Matthew começou a andar mais devagar.
Meiling: Matt...
Ele finalmente parou e se virou, e vendo a situação, reagiu de uma forma que eu realmente não esperava. 
Matthew: EI! O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTA FAZENDO COM A MINHA NAMORADA? MEI, O QUE ESTÁ ACONTECENDO?
Eu fiquei vermelha, enquanto Antonio e o amigo de Matthew olhavam sem entender. Antonio me soltou. 
Meiling: Não vou mais jogar.
Abri o portão e sai para falar com Matthew. O empurrei para apressar o passo até a esquina, para ter certeza que ninguém ouviria meu "obrigada", e não estragar o "disfarce".
Meiling: Obrigada...
Ele me encarou, suspirou, e revirou os olhos.
Matthew: Tanto faz.
Ele voltou a seguir seu caminho com seu amigo, e eu me virei para voltar pra casa de 
Mi-cha.  
No caminho, comecei a pensar como seria se eu e Matthew realmente fossemos namorados. Comecei a rir.
Meiling: Até parece que eu namoraria um cara arrogante como ele.
Continuei meu caminho, e quando cheguei na casa de Mi-cha, me tranquei no quarto dela e fiquei la até a festa acabar. Ninguém me viu saindo da casa, e nem entrando e indo pro quarto dela.



Cheguei na escola cansada por causa dos acontecimentos do dia anterior. Varias pessoas estavam no meio do patio formando um circulo, algo estava acontecendo ali. Pensei em me aproximar pra ver o que estava acontecendo, mas resolvi ir direto pra sala. No meio do caminho, escutei Mi-cha gritar. Resolvi me aproximar do circulo, e vi que tinha uns 4 meninos da nossa sala agredindo ela. Ela conseguia se defender de alguns, já de outros... 
Joguei minha mochila em cima de uma das mesas que tinha no patio, e entrei na roda. Foi empurrando algumas pessoas que eu consegui entrar na briga, mas quando os quatro me viram, soltaram Mi-cha e foram embora. Eu também faria o mesmo se fosse um deles, afinal, não queríamos que os acontecimentos do sexto ano se repetissem. Foi naquela época que eu descobri que eu realmente era boa em artes marciais.
Mi-cha já tinha deixado sua mochila na sala, então eu peguei a minha e ela me acompanhou.
Mi-cha: Mas como você fez isso? Foi só você chegar que eles saíram!
Comecei a rir.
Meiling: Ah Mi-cha... Foi assim, uma vez no sexto ano, eles começaram a me zoar, e zoar você também. Eles começaram a falar tantas besteiras, que acabei batendo neles. Foi num dia que você faltou. O professor me mandou pra diretoria naquele dia, mas consegui me livrar de levar uma advertência ou suspensão.
Mi-cha: Uma peste desde pequena...
Sorri. Coloquei minha mochila sobre a mesa, e sentei de modo em que eu pudesse me encostar na parede. Mi-cha sentou na mesa dela de frente pra mim. Ela estava me contando como estava sendo o teatro para a aula de português, no qual ela era a unica menina no grupo. Matthew entrou na sala, quando passou por mim, ficou me encarando, e eu encarando ele. Mi-cha se calou. Ele apenas colocou sua mochila sobre sua mesa e saiu da sala. Assim que ele saiu Mi-cha começou.
Mi-cha: Me conta tudo!
Por um momento, eu pensei em contar para Mi-cha o que havia acontecido no dia anterior, afinal, ela já sabia de tudo praticamente. Mas Mi-cha sempre foi "sensível", então resolvi não assusta-la, era capaz de ela criar algum ódio de Matthew por causa disso ou qualquer outro tipo de reação ruim.
Meiling: Nada.
Mi-cha: Até parece.
Suspirei. O sino para o inicio das aulas bateu, mas Matthew não voltou para a sala. Ignorei isso, afinal, ele sabia se cuidar. 
A porta ficou aberta durante as aulas até o intervalo. Eu vi Matthew passar algumas vezes pelo corredor, mas não entrou na sala. Queria saber o que estava acontecendo. 
Fui comprar algo para comer com Mi-cha, estava fazendo muito calor, e os professores não haviam ligado o ar condicionado na sala, mas Mi-cha não parecia estar sentindo calor, mesmo usando uma blusa de manga comprida, que parecia ser muito quente. Até eu que estava com uma blusa de manga curta sentia um calor infernal. 
Meiling: Mi-cha... Você não esta com calor?
Mi-cha: Nã-não...
Ela mudou de assunto na hora.
Mi-cha: Ma-mas e então... Você vai la em casa no fim da aula?
Meiling: Não. Hoje eu preciso treinar.
Ela sorriu. Eu já sabia o que ela estava pensando.
Meiling: Não. Não vou treinar com o Matthew hoje.
Ela fez uma expressão triste. 
Chegamos na cantina, ela comprou um brigadeiro e eu comprei uma garrafa d'água. A atendente perguntou a mesma coisa que eu.
Atendente: Você não está com calor?
Mi-cha sorriu e balançou a cabeça em sinal de não. Não comprei nada para comer, mas Mi-cha insistiu em me dar um pedaço do brigadeiro dela, já que era enorme. Obviamente eu aceitei.
Voltamos pra sala, e Matthew ainda não estava lá. Eu não entendia por que estava me preocupando tanto. 
O tempo passou bem rapido, o recreio acabou rapido e já estávamos na ultima aula. No meio dela, Matthew entrou na sala, e entregou um papel para o professor. O professor assinou algo e Matthew saiu da sala novamente, não olhou pra ninguém sequer. Os sussurros começaram, mas o professor começou a bater no quadro pedindo para que voltassem a ter atenção no conteúdo que estava sendo explicado. 
O sino para o termino das aulas bateu, e o professor foi o primeiro a sair da sala. Fiquei esperando Mi-cha, que estava copiando a matéria do quadro.
Mi-cha: Mei... vai comprar uma água pra mim enquanto eu termino de copiar?
Suspirei.
Meiling: Ta né.
Ela me deu o dinheiro, e no meio do caminho, vi Matthew voltando para a sala. Resolvi segui-lo. Fiquei atrás da porta, tentando observar. 
Mi-cha estava sentada em cima da mesa, com todo o seu material guardado. Sua mochila estava em cima da cadeira. Ela estava com as mangas puxadas para cima, e encarava seus braços. Nem Matthew e nem Mi-cha me viram.   
Matthew foi até a mesa dele e pegou sua mochila.
Matthew: Mi-cha.
Mi-cha não respondeu. Matthew se aproximou dela.
Matthew: Mi-cha?
Mi-cha olhou pra frente.
Mi-cha: Hã?
Matthew a encarou. Levou alguns segundos para ela se tocar que Matthew estava falando com ela. Quando ela se tocou, levou um susto e abaixou as mangas.
Matthew: Nós já conversamos sobre isso.
Matthew parecia estar irritado agora.
Mi-cha: Matth...
Ele não a deixou terminar oque ia dizer.
Matthew: Não. Você prometeu. 
Ele colocou sua mochila de volta em sua mesa. Ela abaixou a cabeça.
Mi-cha: Eu...
Ele a interrompeu novamente.
Matthew: Você sabe pelo o que nós vamos passar. Você sabe de tudo. Por que continua deixando tudo mais dificil?
Agora eu estava curiosa. Pelo o que eles iriam passar? O que Mi-cha tinha feito? Ou melhor, o que ela estava fazendo? O que os dois estavam me escondendo? 
Mi-cha começou a encara-lo. Matthew suspirou.
Matthew: Mi-cha. Espero que você esteja preparada.
Olhei pra minha mochila, a garrafa que eu havia comprado no intervalo estava intacta. Coloquei o dinheiro no bolso e peguei a garrafa. 
Matthew: Eu acho que seria melhor se... você que contasse para a Meiling.
Mi-cha: Eu? Mas eu não acho que se for eu ela...
Eu entrei na sala. Ela parou a frase quando me viu.
Meiling: Me avisasse sobre o que?
O silencio tomou conta.
Meiling: ME RESPONDAM. O QUE VOCÊS ESTÃO ME ESCONDENDO?
Eles se entre olharam.



Eu e um amigo meu resolvemos dar uma saída. Fazia tempo que não conversávamos direito, por causa da escola. A casa dele ficava na mesma rua da casa de Mi-cha, uma menina da minha sala. Foi quando passamos pela casa dela, que eu escutei alguém me chamar.
Alguém: Ma... Matthew!
Comecei a andar mais devagar. Se eu escutasse de novo, iria procurar quem estava me chamando.
Alguém: Matt...
Me virei. Estava ali, com uma cara de desespero, Meiling. Um outro garoto, que parecia ser mais velho que ela, estava prendendo-a contra a parede. Assim que eu a vi, eu percebi que ela queria ajuda. Sem pensar duas vezes, fiz a primeira coisa que me veio na cabeça.
Matthew: EI! O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTA FAZENDO COM A MINHA NAMORADA? MEI, O QUE ESTÁ ACONTECENDO?
Meu amigo e o garoto nos olharam sem entender. Meiling ficou vermelha. O garoto a deixou sair e ela saiu da casa, vindo falar com a gente. Ela nos fez apressar o passo até a esquina.
Meiling: Obrigada...
Tendo a certeza, que eu iria protege-la querendo ou não, respondi de qualquer jeito.
Matthew: Tanto faz.
Ela não disse nada, apenas foi embora, em direção a casa de Mi-cha. Eu me virei para voltar a seguir meu caminho com meu amigo, mas resolvi segui-la, só para garantir. Pedi para ele esperar ali e fui.
Ela começou a rir, e a falar sozinha.
Meiling: Até parece que eu namoraria um cara arrogante como ele. 
Fiquei parado no meio do caminho. Não sei porque, mas aquilo me atingiu um pouco. Dei meia volta. Eu tinha certeza que agora ela ficaria bem, então não me preocupei.



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sábado, 20 de abril de 2013

[Conto Rapido] - Video: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

Não se acostumem com videos em contos rápidos. Bom, eu estou tão ocupada (ultimas provas do bimestre, vou estudar o fim de semana inteiro e.e) que não tenho tempo nem para escrever um conto rápido.  Minha professora de inglês passou esse curta na aula, e eu achei ele muito legal. Por isso, ao invés de um conto, estou postando o curta-metragem que ganhou um Oscar  The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore. Espero que gostem tanto quanto eu!
(Ele só tem musica, não tem falas)



sábado, 13 de abril de 2013

Anjos Caídos - Capitulo 7: Eu devo confiar em você?

Era sábado, Mi-cha tinha me arrastado para passar a tarde no shopping com ela. A mãe dela só deixou ela ir sozinha por que sabia que eu estaria junto. Andei com Mi-cha pelo shopping, mas ela não parava de olhar no relógio.
Meiling: Você tem algum compromisso?
Mi-cha: Hã?... Nã-ão, não exatamente...
Fiquei tentando pensar o que ela estaria aprontando, quando paramos em frente em uma loja. Percebi que Mi-cha começou a pensar em voz alta.
Mi-cha: Ela já deveria ter chego.
Então é isso, ela tinha me arrastado pra sair em grupo. 
Ficamos esperando a garota que Mi-cha havia convidado por uma hora, mas ela não apareceu. Demos uma volta pelo shopping, e então resolvemos ir embora.
Saímos pelo estacionamento. Num dos lados do estacionamento tinha um canto que, muitas vezes, os garotos iam se reunir lá. Mas não eram boas pessoas. Os meninos pareciam se divertir, estavam numa roda, e estavam rindo muito. Os risos deles abafavam o som de alguém gritando.
Mi-cha: O que será que aqueles garotos tanto fazem? Eles parecem ser má influencia, mas mesmo assim parecem ser tão... felizes...
Percebi que Mi-cha estava encarando a rodinha.
Meiling: Nem tente se aproximar deles entendeu? Agora vamos embora.
Eu estava indo, devagar, para ela me acompanhar logo, quando ela disse algo.
Mi-cha: Espera... Aquela ali não é a...
Comecei a olhar, tentando encontrar a menina que Mi-cha falou que tinha visto, e sim, era uma menina da nossa sala.
Mi-cha pegou o celular.
Meiling: O que você ta fazendo?
Mi-cha: Vou chamar a poli...
Eu a interrompi.
Meiling: Pra que? Acha que vai adiantar alguma coisa?
Eu fiquei a encarando, esperando uma resposta.
Mi-cha: E o que você pretende fazer? Deixar ela lá? Não sei se você notou mas ela não parece muito a vontade lá...
Respirei fundo.
Meiling: Fique aqui.
Eu comecei a caminhar até onde a garota estava. Mi-cha começou a me seguir.
Mi-cha: MEI! ESPERA! VOCÊ NÃO PODE...
Meiling: EU MANDEI VOCÊ ESPERAR.
Ela parou na metade do caminho e ficou, enquanto eu continuei. Tinha um garoto sentado, estava de cabeça baixa e o cabelo tampava seu rosto, de forma que eu não conseguisse ver quem era. Tinha outros dois garotos segurando a menina, e outros dois se "divertindo" com ela. A menina estava quase chorando. Ela me viu.
Menina: MEILING!
Droga. Será que eu era a unica amiga de Mi-cha que não era escandalosa?
Os dois garotos se viraram para me olhar, e começaram a me provocar. Eu não estava com muita paciência.
Meiling: Vamos acabar logo com isso, eu tenho coisas mais interessantes pra fazer do que ficar aqui. Solta a menina logo.
Eles começaram a rir.
Um cara: Se não você vai fazer o que?
Ele começou a andar até mim, e a cada passo que ele dava em minha direção, eu dava um passo pra trás.
Meiling: Eu vou contar até três.
Eles ficaram me encarando. Coloquei minha mão na bolsa. 
Meiling: Um.
Pude perceber que eles estavam segurando a menina cada vez mais forte.
Meiling: Dois.
Agarrei meu nunchaku, mas não o tirei da bolsa. O pai de Mi-cha havia me dado um, escondido. Ele me treinava desde a época que eles me adotaram, eu não era uma ninja, mas sabia me defender se precisasse, eu sabia usar aquilo. 
Meiling: Três.
Tirei o nunchaku da bolsa, a qual eu joguei longe. Os dois que estavam me provocando começaram a rir, então comecei por atingir a cara deles, na mesma hora que eu acertei eles, eu dei um chute na boca do estomago de um deles, que caiu em cima do outro. Mas logo se levantaram. Foi tempo suficiente para eu chutar um dos outros garotos que seguravam a menina e puxa-la pelo braço. Como nem um nem outro estava esperando que eu os atacasse, eles estavam despreparados, e consegui fazer com que soltassem a menina. Mandei ela correr até Mi-cha. Os quatro garotos me cercaram. Eu não sabia mais o que fazer.
Falei para mim mesma, num sussurro.
Meiling: Droga.
O menino que estava sentado, se levantou, entrando na "roda" que os outros fizeram ao me cercar.
Menino: CHEGA.
Eu ainda não conseguia ver seu rosto.
Um cara: Acha mesmo que nós vamos te obedecer? Saia da frente se não quiser sair ferido daqui.
Menino: Saiam daqui.
Eles começaram a rir.
O menino tirou o nunchaku das minhas mãos, e atacou o garoto.
Menino: Eu disse para sair.
A voz do menino era fria.
Os outros três partiram pra cima do menino, que se defendia.
Menino: Corra.
Agora o menino falava comigo.
Meiling: Mas... 
Menino: EU DISSE CORRA.
Ele parecia se garantir. Concordei com a cabeça, peguei minha bolsa e sai correndo até onde as meninas estavam. Elas pareciam impressionadas.
Meiling: Vamos?
Eu fui andando na frente, e elas atrás. Fiquei apenas escutando a conversa. Acompanhei elas até onde pude, e depois fui direto pra casa.
Joguei minha bolsa no sofá e fui direto pro quarto. Deitei na cama. Estava cansada, com preguiça. 
Acabei lembrando de uma coisa importante. Pensei em voz alta.
Meiling: MEU NUNCHAKU!
Agora já era. Nunca mais veria aquele garoto de novo, e se eu visse, provavelmente nem lembraríamos do que teria acontecido. 
Fui tomar um banho, e logo em seguida fui pra sala assistir um pouco de tv. Acabei dormindo no meio de um filme. 
Acordei de madrugada e resolvi ir pro meu quarto. Quando cheguei lá, tinha alguém pulando a minha sacada, estava saindo do meu quarto. Acendi as luzes e fui até a sacada. Olhei pra cima, pros lados, pra baixo, mas não tinha ninguém. Eu ia apagar as luzes, e quando olhei pra minha cama, meu nunchaku estava lá.
Meiling: Mas o que?!...


Acordei com meus pés e mãos amarradas, e com a mesma pessoa que me fez desmaiar segurando meu queixo, de modo que eu pudesse olhar nos seus olhos. Minhas mãos estavam amarradas atrás das costas. Assim que eu acordei ele se afastou. Comecei a observar o lugar, e pude ver Matthew encostado numa parede, segurando o que parecia ser uma faca. Era um lugar sombrio, tinha paredes que pareciam que nunca foram pintadas, e logo a frente tinha uma parte mais elevada, onde ficava um tipo de trono.
Procurei ficar sempre de cabeça baixa.
Pessoa: Então essa é a garota?
Matthew: É.
Percebi que os dois estavam me encarando.
Pessoa: Ela é bonitinha.
Matthew pareceu não gostar do que escutou, mas não respondeu.
Pessoa: Azazel vai demorar pra chegar... Por que não nos divertimos um pouco?
Matthew: Não. Nick se você vai ficar ai me enchendo o saco por que não vai dar uma volta então?
Nick! Então era esse o nome do cara!
Nick: Por que você é tão sério? Já pensou em curtir a vida um pouco?
Matthew continuou em silencio, começou a brincar com a faca que estava em suas mãos. Nick veio até mim, se agachou e começou a mexer no meu cabelo. Eu realmente estava me sentindo incomodada com aquilo. Matthew apareceu do nada, e puxou Nick pela gola da camisa.
Matthew: Deixe a garota em paz.
Assim que terminou de falar, Matthew jogou Nick no chão e caminhou em direção a onde estava. Nick se levantou com dificuldade, e logo partiu pra cima de Matthew, que sem olhar pra trás, desviou do golpe de Nick, fazendo com que o mesmo perdesse o equilíbrio e quase caísse no chão.
Matthew: Atacando pelas costas? 
Matthew deu uma risada sarcástica, o que fez Nick tentar atacar Matthew novamente, dessa vez com magia. Para desviar, Matthew se abaixou.
Matthew: Você é apenas um aprendiz. Acha mesmo que...
Matthew foi interrompido pelo barulho de uma porta sendo aberta. Os dois foram para frente do trono e se ajoelharam. Conclui então que quem estava chegando era Azazel.
Azazel ficou apenas na frente do trono.
Azazel: Ah... Vejo que trouxeram a garota.
Os dois continuaram em silencio. 
Azazel: Hoje foi um dia longo. Amanhã eu cuido dela. Até lá, podem ir.
Matthew e Nick: Sim, mestre.
Os dois se levantaram e foram para uma pequena e simples porta no canto do local. Em seguida, Azazel se vira e caminha em direção a mesma, mas para no meio do caminho.
Azazel: Até amanhã, minha querida Yoko.
Então ele continua seu caminho. 
Yoko. Ele me chamou de Yoko. Não era a primeira vez que me chamavam de Yoko, mas eu nunca entendi o porque. Respirei fundo, agora eu estava sozinha. Estava com medo. Precisava colocar meus pensamentos em ordem. 
Meus olhos começaram a se encher de lagrimas, quando vejo Matthew vindo até mim, com uma faca. Eu não sabia se podia confiar em Matthew. 
Ele se agachou atrás de mim.
Matthew: Eu vou te soltar, mas não me ataque. Prometa.
Apenas concordei com a cabeça. Ele realmente cortou as cordas. Eu ia me levantar e fugir, mas ele me segurou. Tentei fazer com que ele me soltasse.
Meiling: ME SOLTA.
Matthew: Shhh... Você prometeu...
Ele ficou em cima de mim. Eu tentava empurra-lo, mas ele ainda era muito forte. Ele aproximou seu rosto do meu. Eu podia sentir sua respiração. Ele me beijou. Eu não estava entendendo mais nada. Ele ficou me encarando por um tempo.
Matthew: Vá.
Eu me levantei e concordei com a cabeça. Ele apontou para a porta barulhenta, que se abriu na mesma hora. Fiz minhas asas aparecerem e fui voando o mais rápido possível.



Eu estava com alguns amigos no shopping, num canto do estacionamento. Eu procurava sempre ser quieto e seco na presença deles. Meu rosto estava sendo tampado por uma parte do cabelo. Não queria que as pessoas achassem que eu era uma má influencia que nem os outros. 
Uma menina da minha sala passa por eles, e eles começam a provoca-la. Eu não podia fazer nada. Dois deles seguraram a garota, enquanto outros dois começaram a irrita-la cada vez mais. 
Eu fiquei surpreso quando a garota que meu pai pediu para proteger apareceu lá. A outra menina parecia conhece-la.
Menina: MEILING!
Meiling. Então esse era seu nome. Ela começou a ameaçar os outros garotos. Eu fiquei apenas observando. Ela tirou um nunchaku da bolsa, e começou a atacar os outros. Fiquei impressionado, nunca vi uma garota da minha idade lutar assim. Ela conseguiu fazer com que a menina ficasse livre para fugir, porem, os outros quatro a cercaram. Eu sabia que ela não iria conseguir lutar com eles sozinha, achei melhor interferir.
Matthew: CHEGA.
Um cara: Acha mesmo que nós vamos te obedecer? Saia da frente se não quiser sair ferido daqui.
Matthew: Saiam daqui.
Eles começaram a rir.
Matthew: Eu disse para sair.
Eu tirei o nunchaku das mãos de Meiling e comecei a ataca-los. Essa era a hora certa para ela fugir.
Matthew: Corra.
Meiling: Mas...
Matthew: EU DISSE CORRA.
Ela então pegou a bolsa e saiu correndo. 
Consegui deixar os outros quatro garotos bem cansados, e então eu sai correndo. Fui pra casa. Passei o resto do dia no meu quarto. Lembrei que eu estava com o nunchaku da Meiling, achei que era melhor devolver. Resolvi devolver de madrugada. 


Madrugada

Pulei a sacada do quarto de Meiling. Ela não estava lá. Deixei o nunchaku em cima da cama dela, mas quando eu estava indo embora ela me viu. Fingi cair da sacada, mas na verdade só me escondi debaixo dela, e então fui embora voando. 


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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Aviso sobre as postagens!


Bom, fiz esse post apenas para avisar que eu não parei o conto "Anjos Caídos" pela metade. Eu fiquei doente e perdi todas as provas, então agora toda quinta-feira de manhã irei fazer duas provas. Estou escrevendo o conto no meu tempo livre, mas está complicado, já que mal posso acessar a internet até eu terminar as provas...
Mas continuem a acessar o blog, tentarei postar o capitulo nesse fim de semana, ou no minimo um conto rápido. 
O próximo capitulo terá muitas surpresas, e acho que vocês vão gostar muito!

Continuem lendo o blog!

domingo, 31 de março de 2013

Anjos Caídos - Especial de pascoa 2013

Nota: Acho que todos já sabem, mas não custa avisar de novo. Os especiais NÃO interferem na história normal. Se eu estou fazendo especial de pascoa agora, e na história normal estão na época de natal (isso é apenas um exemplo), a história não muda.



Era pascoa, e acordei as dez horas da manhã. Eu ainda estava meio sonolenta, então fiquei um tempo sentada na cama, olhando pro nada. Quando eu já estava realmente acordada, percebi que tinha um ovo de pascoa de diamante negro no meio do meu quarto. Me levantei para busca-lo, acabei sentando no chão e coloquei ele no colo. Comecei a procurar um nome, um cartão, ou qualquer outra coisa que pudesse me ajudar a descobrir quem teria colocado aquilo ali. Poderia ser tanto Mi-cha quanto Matthew. Mi-cha sabia que eu amava diamante negro, e ela poderia ter entrado na minha casa de madrugada. Eu não sei se Matthew sabia que eu gostava de diamante negro... E nós tínhamos brigado feio naquela semana.
Respirei fundo, arrumei minha cama e depois coloquei o ovo em cima da cama. 
Tomei um banho e vesti outro pijama. Era um dia frio, peguei uma coberta e sentei numa das cadeiras da minha sacada, me cobri. Fiquei analisando o nada, pensando em alguma coisa.
Levantei e fui até a cozinha, peguei uma faca e voltei pra sacada. Dessa vez fiquei em pé, e pensando se eu devia mesmo fazer aquilo. Se alguém visse, iria pensar que eu ia me matar, mas na verdade eu só estava pensando em tirar aquele colar. Ele devia ter feito uma mandinga pra eu realmente nunca tirar aquele negócio. Não conseguia tirar nem puxando por cima da cabeça, e nem arrebentando. Muito menos desfazer o nó que ele fez. Cortar era minha ultima opção.
Lagrimas começaram a encher meus olhos, e comecei a lembrar de tudo o que tinha acontecido para resultar na briga.

-FLASHBACK-
Eu tinha parado de treinar como eu treinava antes por causa das provas, mas depois que as provas acabaram eu acabei me afastando. Eu sabia que treinar era importante, fiquei uma semana sem treinar. Como eu estava ainda começando, acabei perdendo um pouco da pratica que eu estava ganhando. Na semana seguinte eu resolvi voltar a treinar, fui até o bosque. Eu estava começando a me concentrar, quando alguém me atacou. Eu não sabia quem era, só vi um vulto. E vi de novo e de novo, e a cada vez que esse vulto passava por mim, ele me atacava. Eu me sentia fraca, estava caída no meio do bosque, e tinha um corte no meu braço que não parava de sangrar. Nunca senti tanta dor. Comecei a chorar ali mesmo, e então algo atingiu o vulto, só consegui vê-lo virar pó. Matthew apareceu do nada, e ficou me encarando. Estava segurando um livro, mas não parecia ser de magia. Um livro normal. 
Ele não parecia aprovar o que estava vendo. Estava irritado.
Falou num tom baixo.
Matthew: Eu avisei.
Eu ia me desculpar.
Meiling: Eu... Me des...
Ele não deixou eu terminar.
Matthew: EU AVISEI. E SE EU NÃO ESTIVESSE AQUI? VOCÊ ENTENDE ISSO? ENTENDE QUE EU NÃO POSSO FICAR ATRÁS DE VOCÊ SEMPRE? ENTENDE QUE EU NÃO TENHO A OBRIGAÇÃO DE TE PROTEGER? VOCÊ TEM QUE APRENDER A SE CUIDAR DE UMA VEZ. MAS VOCÊ NÃO SE AJUDA.
Eu me levantei.
Meiling: EU SEI ME CUIDAR SOZINHA! EU NÃO PRECISO DE VOCÊ.
Ele deu uma risada sarcástica, e depois ficou me encarando. Ele parecia me analisar de cima a baixo. Ficou olhando meu braço por um tempo, então se virou e foi embora, me deixando sozinha ali. 
Sentei no chão do bosque, e comecei a chorar de novo. Agora, eu não sabia se era por causa da dor que eu sentia, ou por causa da briga. Nunca brigamos assim. Olhei para o meu pulso, e ele também estava sangrando muito.
-FLASHBACK-

Olhei para o meu pulso e braço, os dois ainda estavam enfaixados.
Com uma das mãos puxei a pedra do colar, fazendo com que a "corda" do colar se esticasse o máximo possível. Respirei fundo. Quando eu aproximei a faca da "corda", alguém segurou meu pulso, me impedindo de cortar. Esse mesmo alguém, colocou sua mão sobre a minha (a mão que segurava a pedra). Eu sabia que era Matthew. Fiquei ali, quieta, imóvel  Ele começou a apertar meu pulso, para fazer com que eu soltasse a faca. Aguentei até onde pude. A faca caiu no chão, e ele empurrou com o pé para que caísse embaixo da sacada. Eu continuei parada e em silencio. 
Uma lagrima começou a escorrer pelo meu rosto. Abaixei a cabeça, fiquei encarando o chão. 
Matthew me soltou de vez, eu ia sair correndo dali, mas ele me abraçou por trás. Senti meu rosto corar. Fiquei um pouco assustada, não sabia que Matthew tinha um lado sensível. Ele deu um pequeno beijo na minha bochecha. Agora eu tinha certeza que eu parecia um cosplay de tomate. Logo em seguida ele sussurrou em meu ouvido.
Matthew: Feliz pascoa.
Falei num sussurro, com a voz tremula.
Meiling: Fe... feliz pascoa.
Agora eu sabia quem tinha me dado aquele ovo.



TENHAM UMA BOA PASCOA! :33


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