domingo, 19 de maio de 2013

Anjos Caídos - Capitulo 12: Ela não era tão pura assim.

Era noite, e eu estava num parquinho, brincando no balanço. Eu estava sozinha, e a noite estava linda. Eu estava rindo sozinha, me divertindo sozinha. Percebi que alguns moleques caminhavam até mim, mas pararam quando viram a mesma coisa que eu: um vulto. Vários vultos começaram a aparecer do nada, formando um circulo em minha volta. Tudo ficou escuro. Eu sentia que eles estavam roubando minhas energias. Eu não aguentei, desmaiei.
Quando acordei, estava deitada em minha cama. Já não sabia mais se aquilo teria sido real ou apenas um sonho. E se fosse real, como eu fui parar na minha casa? 
Comecei a rir.
Meiling: É claro que foi um sonho.
Fui no banheiro, e levei um leve susto com o que eu vi. 
Eu estava usando as mesmas roupas do sonho, e elas estavam sujas de areia.
Meiling: Mas... como?


Meiling: NÃO!
Todos que estavam na cabana olharam pra mim. Fiz com que Matthew me largasse e sai da cabana correndo, enquanto abria minhas asas. Percebi que todas ficaram impressionadas.
Matthew ia atrás de mim, mas as outras conseguiram bloquear as passagens. 
Na mesma hora que Mi-cha puxou a criança, uma das três garotas partiu pra cima dela, mas eu consegui protege-la do ataque. As outras duas se afastaram. Mi-cha estava usando uma mascara que tampava sua boca e nariz. Sinceramente, durante todo esse tempo, eu nunca havia notado aquela mascara.
A garota tentou atacar Mi-cha novamente, e por pouco ela quase a acerta. Mi-cha empunhou sua katana, e dessa vez foi ela que partiu pra cima da outra, acertando uma de suas asas. A garota escondeu as asas, deixando a mostra um profundo corte em suas costas. Eu e Mi-cha nos entreolhamos e partimos pra cima das outras duas garotas que estavam na nossa frente. Na hora de atacar, nós trocamos. Mi-cha atacou a menina que todos acharam que eu iria atacar e vice-versa, mas pelo visto, elas não queriam brigar conosco, já que estavam apenas fugindo dos ataques.
A garota que Mi-cha havia perfurado a asa falou em um tom muito baixo.
Uma das anjos malignas: Por favor... deixa elas...
Percebi que ela estava chorando. Mi-cha ia atacar uma das outras, mas eu a segurei. 
Meiling: Calma Mi-cha...
As outras duas foram ajudar a anjo que foi ferida. As anjos puras que haviam se escondido dentro das cabanas, começaram a sair aos poucos para socorrer a garota. 
Matthew conseguiu sair, e veio até mim e Mi-cha.
Meiling: Nossa. Ajudar as pessoas que matam seus amigos... elas são mesmo puras. Eu já teria matado aquela garota. Realmente, não possuem maldade nenhuma...
Encarei a menina que ficou mais animada quando Matthew chegou. Ela estava sempre nos observando.
Meiling: Quase nenhuma.
Matthew: Já peguei o que precisamos. Vamos?
Mi-cha: Você não vai se despedir?
Lancei um olhar mortal para Mi-cha, que percebeu na hora. Matthew ficou sem jeito.
Matthew: Acho melhor não... vamos.
Mi-cha começou a rir baixo. 
A garota que havia feito um escândalo com a chegada de Matthew correu até ele, agarrando-o.
Garota: MATTHEW!
Mi-cha segurava meu braço.
Matthew a abraçou, mas ela ainda não o deixava em paz.
Meiling: Eu quero ir embora hoje.
Fiz com que Mi-cha me soltasse e fiz a garota solta-lo a força. 
Garota: Me solta.
Revirei os olhos e a joguei no chão, mas não com força suficiente para machuca-la, mesmo essa sendo minha vontade.
Ela começou a chorar, mas percebi na hora que era fingimento. 
Ela olhou para mim, seus olhos ficaram negros. Meu colar começou a brilhar, e pude ver nos olhos da garota algo. Meus olhos também ficaram negros. Pude ver ela num quarto escuro, suas roupas estavam rasgadas e suas asas machucadas. Estava sozinha.
Minha visão voltou ao normal. Aquela garota não era quem os outros estavam pensando.
Meiling: MI-CHA. ME DA ESSA KATANA.
Mi-cha hesitou por um momento. 
Matthew: ESPERA MEILING. O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?
Meiling: MI-CHA.
Ela me deu. 
Matthew: MEI!
Enfiei a katana no peito daquela garota. Matthew estava com os olhos arregalados. Devolvi a arma para Mi-cha.
Meiling: A amiga de vocês está por ai. Num quarto escuro. Não sei onde é, mas eu sei disso. Suponho que seja num lugar abandonado daqui. Boa sorte. Ah, e recomendo que sejam rapidas, antes que ela morra.
Todas estavam assustadas pela forma como eu falava aquilo.
Meiling: Podemos ir agora?
Matthew parecia ainda estar assimilando tudo o que acabara de acontecer.
Matthew: Eu... volto outra hora para ver como ficou as coisas...
Matthew abriu o portal e fomos embora. Voltamos para onde acampamos desde o começo de tudo isso. Ele nem se quer olhou na minha cara durante todo o caminho. 
Meiling: Ei! Vai ficar com raiva de mim pra sempre? Aquela garota ia te matar.
Ele me ignorou.
Matthew: ELA ESTAVA POSSUÍDA MATTHEW.
Matthew parou, mas continuou sem olhar pra mim.
Matthew: Não faça mais isso.
Ele voltou a andar. Me virei para Mi-cha e percebi que ela estava usando uma roupa diferente.
Meiling: Da onde você tirou essa roupa?
Ela sorriu.
Mi-cha: Aquelas crianças que me deram. É bonita né?
A blusa era semelhante a um quimono japones sem mangas, tinha desenhos de flores num tom mais claro, e parecia que tinha uma segunda gola, para ser usada como mascara. Então Mi-cha não havia levado, mas sim ganhado. As calças eram largas e retas, mas ficavam muito bem no corpo dela, também pretas e com detalhes da mesma cor dos da blusa. Ela usava uma sapatilha preta semelhante a uma de balé.
Meiling: Você vai lutar ou dançar?
Mi-cha: De acordo com elas, esses eram calçados próprios para lutar. 
Fiquei impressionada. Como crianças podiam pensar em tudo?
Já estava noite quando chegamos ao nosso local de acampamento. Todos estavam cansados. Montamos as barracas e fomos direto dormir.
Acordei de madrugada, estava sem sono. Fui até o lago que tinha ali perto. Matthew estava encostado numa arvore, pensativo. Me encostei numa outra, bem distante. Pensei que ele não havia notado minha presença, ou apenas ignorado.
Matthew: Mei...


Estava passando por um parquinho, quando vi aquela garota da minha sala, Meiling. Por algum motivo, resolvi ir até ela. Percebi que alguns garotos estavam indo até ela, e pelo jeito deles, não tinham boas intenções. Eles pararam quando viram a mesma coisa que eu: um vulto. Vários vultos. Fui correndo até Meiling e fiz o que pude para acabar com eles. 
Levei ela pra casa dela. Desci pela sacada, e fiquei observando um pouco. Ela realmente não tinha jeito.



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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Anjos Caídos - Capitulo 11: NÃO!

Era hora do intervalo. Eu estava no fundo da sala com Mi-cha e outras amigas dela, mas como nunca nos entendemos, fiquei apenas escutando a conversa, sentada numa das mesas do canto. Comecei a observar a sala, os meninos tinham conversas bem interessantes. Percebi que no outro lado da sala, bem no canto, quase escondido pelo armário que usávamos para guardar nossos projetos, estava Matthew, lendo um livro. Não consegui descobrir o titulo, mas fazia dias que ele estava lendo. Parecia ser  um livro interessante.


Fazia dois meses que estávamos acampando naquele lugar. Treinávamos das seis horas da manhã até o meio dia. Do meio dia a uma hora era uma pausa para comermos, e voltávamos a treinar de uma hora a cinco horas. Eram um total de onze horas por dias.
Mi-cha parecia uma ninja. Mesmo ela tendo mudado muito durante todo esse tempo, eu sabia que dentro da forte mulher que ela aparentava ser, ela continuava sendo aquela garota inocente que ela sempre foi.
Eu aprendi muitos feitiços, e consegui aprimorar meus golpes. Estava sendo muito cansativo.
Acordei pouco antes de Mi-cha. Matthew estava guardando sua barraca.
Meiling: O que está fazendo?
Matthew: Vamos para um outro lugar. 
Meiling: Mas... você disse que aqui era o melhor lugar para ficarmos.
Matthew: Eu não disse que não iremos voltar.
Meiling: Então pra que desmontar tudo?
Matthew: É mais seguro.
Suspirei. Mi-cha estava saindo da barraca.
Meiling: E... pra onde vamos?
Percebi que ele deu um pequeno sorriso.
Matthew: Visitar algumas velhas amigas minhas.
Eu e Mi-cha nos entreolhamos.
Matthew: Façam o mesmo.
Mi-cha: Visitar nossas velhas amigas? Isso não vai dar certo, a Mei...
Dei uma cotovelada em Mi-cha.
Mi-cha: AI!
Matthew começou a rir.
Meiling: Me ajuda a desmontar a barraca de uma vez.
Ela sorriu.
Mi-cha: Tá!
Desmontamos bem rápido. Matthew colocou na mochila dele também.
Todos já estavam bem acordados e dispostos.
Matthew: Vamos.
Pegamos nossas coisas e seguimos Matthew. Passaram umas quatro horas, quando decidimos parar para descansar.
Mi-cha: Falta muito?
Matthew: Já esta cansada?
Mi-cha balançou a cabeça de forma negativa em meio a um sorriso. Como ela conseguia estar sempre feliz?
Depois de tudo o que aconteceu, ela e Matthew ficaram muito próximos, e de certa maneira isso me incomodava. Eu tentava não pensar besteiras, como os dois me escondendo algo. NÃO! Eu não podia estar gostando do Matthew. Nunca. Ele sempre foi um arrogante, principalmente comigo. Só começou a me tratar um pouco melhor depois de tudo isso começar a acontecer, e mesmo assim...
Ficamos descansando por mais meia hora, e então voltamos a caminhar. Já haviam se passado mais algumas horas, quando Matthew parou. Ele começou a analisar o lugar, parecia procurar algo com os olhos. Ele atacou o ar e de repente parecia que estávamos no mesmo lugar, só que mais mágico. Tinha anjos puros e incertos por todo o lado, mas apenas meninas. Havia crianças e adultas. Uma garota que parecia ter a nossa idade começou a berrar quando viu Matthew.
Garota: MAAAAAAAAAAAAAAATTHEW!
Ela saiu correndo até ele. O berro dela chamou a atenção de todas, já que várias outras vieram atrás, formando um circulo em volta dele. Eu e Mi-cha ficamos impressionadas com a fama dele por ali. Resolvemos não atrapalhar e dar uma volta pelo local.
Mi-cha: Parece um lugar de conto de fadas.
Meiling: Realmente.
Todas aquelas garotas realmente eram lindas, e todas andavam com suas asas a mostra. Me senti um pouco estranha ao ver todas elas. Eram tão bonitas, e pareciam saber tanto, enquanto eu... Nem usar meus poderes direito ainda sabia.
Eu e Mi-cha ficamos em pé num canto, esperando Matthew. Percebi que crianças olhavam pra gente e sussurravam e riam. Elas resolveram vir até nós, ou melhor, até Mi-cha.
Uma das crianças: Oi.
Mi-cha sorriu, deixando as garotinhas felizes.
Mi-cha: Oi.
Elas começaram a puxar Mi-cha pela mão. Ela seguiu as crianças. Fiquei sozinha. Me senti um pouco triste. Sentei, me encostando numa arvore e fiquei esperando aquilo acabar. Aquela situação já estava ficando insuportável.
Matthew me pegou olhando para ele e as garotas em sua volta. Desviei o olhar na hora. 
Matthew: Mei!
Me levantei e fui até ele. As garotas abriram caminho. Percebi que elas começaram a sussurrar quando me aproximei, mas uma das falas delas me chamou a atenção.
Uma das garotas: Essa é a Yoko?
Comecei a olhar em volta disfarçadamente, procurando quem havia dito isso, mas não achei.
Meiling: O que foi?
Meus olhos ficaram totalmente negros (incluindo as escleras).
Meiling: Dro... droga.
Comecei a ver e escutar alguma coisa. Eu via aquelas anjos correrem para dentro de cabanas, uma forte ventania começou, e nuvens negras predominavam o céu. Três anjos malignos apareceram do nada. Uma das anjos puros expulsou uma criança da cabana. Ela estava chorando de medo. As mais adultas observavam com decepção, a criança indo até as três mulheres de asas negras. Eu me vi desmaiada, nos braços de Matthew, e Mi-cha do meu lado, junto das varias garotas que seguiam Matthew.
Mi-cha: Mas... o que está acontecendo? O que é isso?
Garota: Toda semana... damos uma de nossas crianças para elas. Foi um acordo para elas deixarem nosso acampamento em paz. Se não... tudo voltaria a ser o caos que era antes deste acordo. Morte para todo o lado, resumidamente.
Mi-cha saiu da cabana correndo e quando se aproximou da criança, a puxou para trás. Ela tentou lutar contra uma dos anjos malignos, mas as outras duas a atacaram na mesma hora. Mi-cha caiu no chão. 
Uma das anjos malignas: Vamos deixar essa passar.
Elas sumiram. Não tinha efeito nem nada. Tudo voltou ao normal, como se nada tivesse acontecido, bom, quase nada. Mi-cha não se moveu. Todas que haviam se escondido saíram correndo até Mi-cha. Matthew estava com os olhos arregalados. Mi-cha estava morta.
Minha visão voltou ao normal. Percebi que estava nos braços de Matthew, e tudo já estava acontecendo. Mi-cha acabara de sair da cabana.


Eu estava sentado no fundo da sala, quase atrás do armário que usávamos para guardar nossos projetos. Estava lendo o livro que havia ganho alguns dias antes. Era a sexta vez que eu o lia. Era realmente muito interessante. Percebi que Meiling estava curiosa em relação a isso, não parava de me olhar. Resolvi ficar esperando ela vir até mim, mesmo achando isso um tanto quanto impossível.


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sábado, 4 de maio de 2013

Anjos Caídos - Capitulo 10: Longo dia.

Eu estava olhando na janela quando o pai de Mi-cha entrou no quarto com um pedaço de bolo e alguns brigadeiros. Eu só notei sua presença quando ele ficou do meu lado na janela.
Pai de Mi-cha: Mas o que você está olhando tanto ai?
Eu ignorei a pergunta e fiquei apenas observando. Conseguia escutar um pouco da conversa.
A mãe de Mi-cha era uma mulher muito bonita e elegante, descendente de umas das famílias mais ricas da Coréia do Sul, mas se mudou quando casou com o pai de Mi-cha.
Mãe de Mi-cha: Então mulheres não foram feitas para lutar não é?
Do nada, grandes asas negras apareceram nela, eram maiores que as do ser que me salvou alguns anos atrás. 
Suas escleras mudaram para preto, e suas iris ficou de cor prateada. 
Olhei para o pai de Mi-cha, ele estava com os olhos arregalados.
Ela agarrou o pescoço do pai de Julia, e apertava cada vez mais forte. Seu rosto começou a ficar vermelho, achei que ia morrer. Quando ele estava realmente, quase morrendo, ela o jogou na piscina. Ela voltou ao normal.
O pai de Mi-cha estava mais assustado que eu.  
Pai de Mi-cha: Fique aqui.
Concordei com a cabeça.
Fiquei observando da janela, o pai de Mi-cha foi correndo pra piscina.
Pai de Mi-cha: O que aconteceu?
Mãe de Mi-cha: Nós estávamos conversando e ele acabou escorregando.
Os dois encararam a piscina. Parentes começaram a chegar para saber o que tinha acontecido. Aos poucos, todos estavam lá.
Julia: Porque ele não esta voltando?
Mãe de Julia: Mas... ele não sabe nadar!
Os dois primos mais velhos se entreolharam, e pularam na piscina. Eles não demoraram muito para voltar com o pai de Julia, mas ele não estava respirando. Todos tentaram ressuscita lo, mas não adiantou. O pai de Julia estava morto.

Um mês depois:

Já havia se passado um mês desde a morte do pai de Julia. Mi-cha e eu estávamos indo a sorveteria. Ela estava me contando sobre a família de Julia, que ela estava destruída. 
Mi-cha: Então, Julia enlouqueceu por ter perdido o pai, e teve que ser internada num hospício. A mãe dela não suportou o fato de ter perdido o marido, a filha ter ficado louca, os dois filhos mais velhos estarem numa faculdade longe, onde eles tiveram que alugar um apartamento lá e o mais novo dos dois estar usando drogas. Ela se matou. E pior, descobriram que ela estava gravida quando morreu. A criança morreu também.
Meiling: Meu Deus. Realmente... aquela família acabou. Só o Antonio parece ser o que não se mete em problemas.
Mi-cha: Só parece mesmo, disseram que ele tem se metido em muitas brigas na faculdade.
Meiling: Vish...
O que eu e o pai de Mi-cha vimos, ficou só entre nós dois.


Quando acordei, Mi-cha já havia levantado. Olhei as horas no celular dela, que eu não fazia ideia do porque que ela o levou, já que sabia que não pegaria sinal. Eram seis horas da manhã. Sai da barraca, foi difícil me acostumar com a luz do dia. Quando consegui enxergar direito, procurei Matthew com os olhos mas não achei. Fui até a beira do rio, vi que Mi-cha estava treinando com uma espada, sozinha. Ela não me viu, então resolvi subir numa arvore para observa-la. Foi quando eu subi que encontrei Matthew sentado, observando-a. 
Matthew: Bom dia.
Sentei do lado dele.
Meiling: Ela sabe que você esta observando seu treinamento?
Matthew: Não.
Ficamos observando em silêncio por um tempo.
Meiling: Matthew...
Matthew: O que?
Meiling: Eu estava pensando... Se vamos ficar aqui tanto tempo... Eu realmente preciso saber das coisas... Eu sei que eu tenho que aprender de um jeito ou de outro, mas eu quero que saiba que agora vou aprender com vontade.
Ele demorou tanto para dizer algo, que achei que já tinha ignorado o que eu havia dito.
Matthew: Então vamos começar do começo. Venha.
Ele pulou da arvore, e eu fiz o mesmo. Voltamos ao nosso pequeno acampamento. Ele pegou um livro de sua mochila, e nos sentamos no chão.
Matthew: Preste atenção no que eu vou dizer e observe as imagens.
Concordei com a cabeça.
Matthew: Qualquer anjo pode virar um anjo maligno, ou um demônio. Exceto abençoados.
Ele apontou para um desenho de um demônio. Realmente, era exatamente como ele havia dito no dia anterior.
Matthew: Nenhum anjo pode virar um abençoado, porque os abençoados são os únicos que tem a força suficiente para matar um demônio. Se um abençoado pudesse virar um demônio ou um anjo inferior, ou vice versa, poderia causar o caos. 
Na imagem seguinte, era um anjo abençoado matando um demônio. 
Matthew: Mas, se o abençoado não souber se defender, se não souber usar seus poderes, morrerá. A mesma coisa vale para aqueles que nascem demônios.
Concordei com a cabeça.
Matthew: Agora vamos aos mais inferiores. Os anjos puros, malignos e incertos.
Ele mostrou uma foto dos três juntos.
Meiling: Você decorou esse livro de trás pra frente não decorou?
Ele deu um leve sorriso.
Matthew: Anjos puros são o contrario de anjos malignos, e incertos são o meio a meio. Os anjos puros podem derrotar os anjos malignos e vice versa. Mas os dois tem dificuldade para fazer isso, principalmente quando os anjos malignos estão quase se tornando demônios. 
Meiling: Mas vem cá, os anjos incertos? Eles podem virar outro tipo de anjo? 
Matthew: Eu ia chegar lá.
Sorri.
Matthew: Uma vantagem dos anjos incertos, é que eles podem ser espiões. Mas sim, eles podem se tornar anjos puros ou anjos malignos, inclusive demônios. Só que é mais difícil.
Ele ia falar mais alguma coisa, quando Mi-cha o interrompeu.
Mi-cha: MEI! BOM DIA! OLHA QUE COELHO MAIS FOFO!
Eu e Matthew nos viramos para ver. Era muito fofo, e eu me levantei para acaricia-lo.
Meiling: Que coisa mais linda!
Matthew: Não.
Eu e Mi-cha encaramos Matthew com um olhar de ódio.
Meiling: Como assim? Não acha esse bichinho fofo?
Matthew: Matem ele. Agora.
Mi-cha: NÃO!
Matthew: Olhem os olhos dele. Ele está morto, e foi possuído. 
Matthew tirou o coelho dos braços de Mi-cha, e enfiou um canivete nele. O animal virou pó.
Matthew: Eu falei.
Mi-cha: Mas... como assim ele foi possuído? 
Matthew: Almas. Algum anjo deve ter sido morto e sua alma deve ter sido enviada por algum demônio, eu suponho que seja Azazel, para nós.
Meiling: Mas porque?
Matthew: Para nos espionar. Devemos ficar atentos a qualquer coisa.
Eu e Mi-cha concordamos com cabeça.
Matthew: Agora vou começar a treinar vocês duas. O dia vai ser longo pra vocês. Vamos pro rio.
Eu e Mi-cha fomos na frente, reclamando.
Matthew mandou eu começar a treinar magia enquanto Mi-cha descansava, já que ela havia passado uma hora treinando sem parar.
Matthew: Vamos treinar o elemento fogo.
Comecei a rir ironicamente.
Meiling: Eu vou incendiar essa floresta. Vou matar todo mundo. Melhor não.
Matthew: Chega de frescura. Você vai lançar esse feitiço...
Ele me deu um livro pra segurar e apontou para um feitiço nele. Em seguida pegou uma pedra que estava no chão e a colocou a alguns metros de distancia.
Matthew: Nessa pedra. Boa sorte.
Ele e Mi-cha se encostaram numa arvore para ficar observando. Respirei fundo e fiz minhas asas aparecerem, se eu precisasse fugir de um possível incêndio já estaria preparada.
Me preparei.
Meiling: IGNIS IMPERATORE!
O fogo atingiu a pedra, e veio em direção a mim, numa linha reta. Pulei para o lado onde Matthew e Mi-cha estavam.
Meiling: MATTHEW!
Matthew: Não me culpe. Quem fez o feitiço errado foi você.
Revirei os olhos. Fazer feitiços era legal, mas ter que pratica-los até saírem certo, não.
Ele pegou o livro que eu havia jogado no chão na hora que pulei, e começou a procurar outro feitiço.
Ele apontou para outro.
Matthew: Esse.
Li o feitiço e entreguei o livro pra ele. Voltei para a minha posição.
Meiling: ADOLEBIT!
Um raio de fogo saiu da minha mão e atingiu a pedra. A pedra voou longe, e deixou uma marca no local em que o raio a atingiu. Mi-cha aplaudiu, enquanto Matthew procurava outras pedras.
Matthew: Treine o primeiro feitiço, mais 49 vezes.
Meiling: VOCÊ TÁ BRINCANDO NÉ?
Matthew: Não. Tente não morrer, e nem matar ninguém. Enquanto isso, vou ajudar Mi-cha a treinar.
Ele e Mi-cha ficaram treinando um pouco atrás de mim. Tentava tomar o máximo de cuidado para não machucar ninguém, mas estava sendo difícil.
Meiling: Chega.
Fui até o livro que Matthew deixou embaixo da arvore, e comecei a procurar algo que pudesse no minimo, bloquear o fogo, como um barreira. Comecei a procurar algum feitiço do elemento água. Achei exatamente o que eu queria. Voltei para a minha posição.
Meiling: IGNIS IMPERATORE!
Quando o fogo estava voltando pra mim, executei o feitiço.
Meiling: OBICE GLÁCIES!
Uma fina parede de gelo apareceu na minha frente. O fogo bateu nela, e voltou em direção a pedra. A pedra pegou fogo, mas ficou apenas como uma pequena fogueira. A barreira de gelo se quebrou e sumiu, como se nunca tivesse existido.
Matthew: Finalmente. Isso foi muito bom. Mas deixa eu te ensinar um outro jeito.
Ele pegou a pedra que estava pegando fogo e a jogou na água, e então pegou outra do pequeno monte que ele havia feito e deixado embaixo da arvore, junto do livro, e colocou no mesmo lugar da ultima.
Ele ficou do meu lado, e apontou o dedo para a pedra.
Matthew: Ignis imperatore.
Uma pequena bola de fogo saiu do seu dedo, atingido a pedra, que também pegou fogo igual a ultima que eu havia acertado.
Matthew: Agora volte ao seu treinamento. Ah e se for fazer da mesma maneira que eu, faça mais 50 vezes.
Reclamei mentalmente. Fiz o que ele mandou. 
Era meio dia quando paramos de treinar. Fomos procurar algumas coisas pra comer ali por perto.
Matthew: Meu pai e eu fazíamos isso quando acampávamos. Minha mãe ficava brava por que não levávamos comida, ela dizia que podia ser perigoso comer coisas que estavam no meio do mato, mas nós dois sempre ignorávamos. Ela sempre se preocupou demais.
Mi-cha: Você e seu pai se divertiam muito não é?
Matthew: Você não faz ideia.
Mi-cha não saia das arvores, parecia um macaco, pulando de galho em galho. Mas pelo menos estava ajudando a procurar, inclusive, foi a que mais achou frutas. 
Voltamos para o nosso acampamento e almoçamos o que tínhamos achado. Era uma hora da tarde quando voltamos a treinar, e seis horas quando paramos. Foi um dia cansativo, mas agora não tinha volta. Eu estava determinada a levar isso até o fim.


Cheguei em casa cansado, o dia foi divertido, mas foi cansativo. Cheguei em casa, tomei um banho e fui direto dormir. Não jantei. Eu estava quase dormindo, quando minha mãe entrou no meu quarto já acendendo a luz. Levei um pequeno susto.
Mãe: Matthew? Está dormindo?
Matthew: Não mais.
Mãe: Ótimo!
Ela sentou do meu lado, me entregando um livro.
Matthew: Pra que isso?
Mãe: Seu pai queria que eu lhe desse isso, caso acontecesse algo com ele antes que chegasse a hora de você receber isso.
Comecei a folhear o livro. Parecia falar sobre os tipos de anjos. 
Mãe: Bom, era só isso mesmo... agora volte a dormir.
Ela apagou a luz e saiu do quarto, fechando a porta.
Coloquei o livro na mesa que tinha no meu quarto, resolvi que o leria no dia seguinte. Fiquei mais de uma hora tentando dormir, mas não consegui. Comecei a pensar naquela menina, Meiling. Era ela que meu pai tinha salvo. Era ela que meu pai tinha chamado de Yoko, mas porque? Se o nome dela é Meiling... Ele também disse que ela era uma abençoada, mas nunca me explicou o que era isso. Levantei e acendi a luz. Peguei o livro e comecei a procurar no livro se tinha algo sobre as abençoadas, e realmente tinha. 
Ah sim, agora eu entendia.



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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Anjos Caídos - Capitulo 9: Ok. Vamos.

Eu estava jogada na cama de Mi-cha, quando Julia entrou. De alguma forma, ela sabia que eu estava la.
Julia: Então a queridinha tem um namorado? E nunca contou isso pra ninguém? Parece que isso vai ser interessante.
Levantei num pulo.
Meiling: Nã-não é o que parece!
Julia: É isso que vamos descobrir.
Ela saiu correndo, e eu fui atrás dela. Ela foi até o comodo da casa onde os parentes mais velhos estavam. Todos os primos e inclusive Mi-cha, estavam lá.
Julia: EI! POSSO CONTAR UMA NOVIDADE?
Eu a puxei pelo braço com uma mão e tampei sua boca com outra. Todos olharam assustados. Eu não me tinha dado conta que todos estavam lá. Comecei a encravar minhas unhas no braço dela. Não fiz nada que ela não merecia. Os pais dela me fizeram solta-la, e depois foram reclamar com os pais de Mi-cha sobre mim. A mãe de Mi-cha mandou eu ficar no quarto de Mi-cha, sozinha, mas eu fiquei espiando a festa da escada, um lugar que ninguém me veria.
Os pais de Julia começaram a demonstrar um certo ódio por mim. Pelo visto, Julia herdou isso dos pais.
Pai de Julia: Viu? Eu estava certo. Essas crianças pobres sempre são assim. Não importa se são adotadas ou não. Isso está no sangue.
O pai de Mi-cha, mesmo numa briga, mantinha seu tom de voz calmo. Não demonstrava raiva ou preocupação.
Pai de Mi-cha: Ela nunca foi assim. Com certeza sua filha deve ter feito algo para irrita-la.
De uma coisa eu já tinha certeza desde que havia visto a mãe de Julia pela primeira vez: Ela ama uma briga.
Mãe de Julia: Não sei não viu. Acho que se você não ficasse ensinando essas coisas de moleque pra ela...
A mãe de Mi-cha permanecia sempre calada.
Pai de Mi-cha: Não é porque sua filha é uma garota mimada, que Meiling também deve ser. Foi ela que quis aprender a lutar, eu só a ensino.
O pai de Julia começou a rir ironicamente.
Pai de Julia: Claro, porque se alguns vagabundos da escola dela resolverem bater nela, com certeza ela vai conseguir atacar eles em vez disso.
Pai de Mi-cha: Eu não a treino para atacar, e sim para se defender. Se então alguns vagabundos como você mesmo diz, resolverem ataca-la, ela vai apenas se defender e se afastar. Ou você acha mesmo que eu deveria instrui-la a machuca-los até sangrar?
Todos olharam para o pai de Julia, que estava em pé, com um copo de cerveja na mão. Era um homem gordo. Nem um pouco atraente.
Pai de Julia: É... Você não me convenceu. Vamos concordar com uma coisa: mulheres não foram feitas para lutar. Isso é coisa de homem. Eu acho que você não deveria perder seu tempo, ainda mais com uma criança.
Pai de Mi-cha: Pouco me importa o que você acha.
Após terminar a frase, o pai de Mi-cha pegou sua xícara de chá e tomou um gole. Aquilo parecia ter sido um tipo de sinal para encerrar aquele assunto.
O pai de Julia foi até a piscina e ficou lá. Subi até o quarto de Mi-cha, já que dava pra ver parte dessa área da janela dela. Aquele cara realmente me dava nojo. Percebi que ele ficou lá até escurecer, e só saia para pegar mais cerveja. Quando escureceu, a mãe  de Mi-cha foi até ele.


Matthew: Acho melhor não conversarmos sobre isso aqui.
Fomos todos pra minha casa, em silencio. Ninguém arriscou uma palavra sequer. Quando chegamos, fomos todos direto para o meu quarto. Joguei minha mochila na cama, e me sentei na cadeira de balanço que tinha no canto do quarto.
Meiling: Comecem.
Mi-cha encarou Matthew, esperando que ele falasse. Matthew suspirou e começou a caminhar lentamente pelo quarto.
Matthew: Pode-se dizer que... nós três não precisaremos frequentar as aulas por um bom tempo...
Meiling: Como assim?
Matthew: Ok. Vou tentar ser objetivo.
Ele foi até a sacada e pegou uma das cadeiras de lá, e colocou no meio do quarto. Mi-cha se sentou na cama.
Matthew: São poucas as pessoas que nascem abençoadas. As pessoas abençoadas são um tipo de anjo. Existem quatro tipos de anjos: Os anjos puros, que a maioria chama de anjos do bem. São pessoas inocentes, que mesmo vivendo com as impurezas do ser humano, conseguem manter sua inocência, sua pureza, e suas asas brancas. Os anjos malignos, que são os anjos do mal. Mas não são demônios, como a maioria pensa. São exatamente o contrário dos anjos puros. Possuem as asas negras. Alguns anjos malignos conseguem se tornar demônios, mas são poucos. Azazel foi um que conseguiu. Os demônios possuem um grande poder, e enormes asas negras. Os anjos incertos são conhecidos apenas por aqueles que possuem o dom da magia. Podem se tornar anjos puros ou anjos malignos, sem ninguém saber. Uma de suas asas são brancas e a outra negra, como as minhas. E por fim, os abençoados. Ah sim, estes são muito raros. Possuem um enorme poder, e possuem enormes asas brancas. São o contrario dos demônios.
Ele me encarou com um olhar sério.
Matthew: Meiling, você é uma abençoada. E se nós não formos embora logo, é capaz de você e outras pessoas que não tem nada a ver com isso serem prejudicadas.
Meu cérebro ainda estava tentando assimilar todas as informações. Eu realmente achei interessante a proposta. Mas eu sabia que isso não iria acabar bem.
Meiling: Mas... Eu não posso... Nós não podemos deixar a escola assim. Nós vamos nos formar esse ano! Eu não vou abandonar o meu futuro por algo que... E Mi-cha? O que ela vai dizer para os pais? 
Eu me levantei.
Meiling: E pra onde vamos afinal? Como eu sei que você não está mentindo? Como eu sei que você não vai...
Ele me interrompeu.
Matthew: Eu já falei com o... com os pais de Mi-cha.
Mi-cha pareceu ter ficado surpresa.
Mi-cha: Já? Mas como você...
Matthew ignorou a pergunta que Mi-cha iria fazer. Ele também se levantou.
Matthew: Nós não podemos ficar aqui. É muito fácil para Azazel ou Nick acharem qualquer uma das duas. Nós iremos para um lugar escondido, onde eu vou treinar as duas. Alem do mais, você precisa de algumas coisas para poder lutar contra Azazel.
Meiling: Mas eu não quero lutar contra Azazel!
Matthew: Você não tem escolha.
Me calei por um momento.
Meiling: E o colégio?
Matthew: Achei que não iria perguntar. Meu pai e a diretora eram melhores amigos desde  a infância. Ela sabe de tudo sobre ele, inclusive que ele era um anjo. Ela entendeu o problema. Quando voltarmos, só precisaremos atingir as notas, como alunos normais, para poder se formar.
Fiquei pensativa por um momento. Ele realmente havia pensado em tudo.
Meiling: Quando nós vamos?
Os dois sorriram.
Matthew: Eu preciso passar em casa para pegar algumas coisas... É tempo suficiente de você e Mi-cha pegarem algumas coisas também. Principalmente armas.
Mi-cha se levantou.
Mi-cha: Então... nos encontramos aqui em meia hora?
Todos concordaram com a cabeça. Matthew e Mi-cha foram para suas casas. Tomei um banho rapido e vesti meu agasalho que não usava fazia tempo, mas servia direitinho, junto de uma regata preta. Calcei meu tênis mais confortável. Peguei uma mochila velha, que eu tinha guardada apenas para as raras vezes que eu dormia na casa de Mi-cha. Coloquei tudo o que Matthew havia me dado dentro dela. Armas, livros... tudo. Coloquei  também uma garrafa d'água. Por fim, vesti minha luva e levei minha mochila até o jardim da minha casa. Sentei lá e fiquei esperando Matthew e Mi-cha. Matthew chegou pouco tempo depois.
Matthew: Preparada?
Apenas concordei com a cabeça.
Meiling: Mi-cha não deveria ir com a gente. Ela vai se machucar.
Matthew: Mei...
Meiling: O que?
Matthew: Ela cresceu.
Ficamos em silencio até Mi-cha chegar. Quando ela chegou, nós dois nos levantamos.
Matthew: Agora, me sigam.
Obedecemos. Ele nos guiou até o bosque. Por um momento, eu achei que nós íamos ficar lá, até que ele foi até a borda do pequeno rio e retirou um cristal. Ele analisou o objeto por alguns segundos, e depois jogou de volta no rio. O cristal bateu numa pedra e se quebrou ao meio. Um redemoinho formou-se no rio, e dele saiu uma luz azul celeste, que formou um portal. As pedras do fundo do rio formaram uma ponte simples.
Matthew: Vamos.
Matthew foi caminhando sobre as pedras e entrou no portal. Eu e Mi-cha fizemos o mesmo. O portal se fechou assim que Mi-cha entrou. 
Era uma floresta bem grande. Muito fácil para nos perdermos. Ficamos caminhando por umas duas horas, e já estava ficando escuro. 
Matthew parou.
Matthew: Aqui. Eu acampava com meu pai aqui.
Ele ficou pensativo por um momento. Ele colocou sua mochila no chão e começou a tirar as peças para montar uma barraca. Depois que tirou, jogou sua mochila pra mim e Mi-cha.
Matthew: A barraca de vocês está ai. Se virem.
Eu e Mi-cha nos entreolhamos. Colocamos nossas mochilas no chão, e tiramos as partes da barraca que Matthew disse que seria nossa. Ele terminou de montar a sua bem rapido, e em seguida, ficou sentado, apenas observando eu e Mi-cha tentando montar. Depois de varias tentativas que terminaram em fracasso total, eu e Mi-cha resolvemos colocar em pratica o mesmo plano que usavamos quando eramos crianças, quando não queriamos fazer algo.
Meiling: Cansei.
Matthew começou a rir.
Mi-cha: Não ria.
Ela pegou uma das partes da barraca e deu para o Matthew. Eu e Mi-cha sentamos uma de cada lado de Matthew.
Matthew: O que vocês querem que eu faça com isso?
Mi-cha: O que você acha?
Meiling: Queremos que você monte, é obvio.
Ele começou a rir ironicamente.
Matthew: Não. A barraca é de vocês, se virem.
Nós nos levantamos e pegamos todas as coisas da barraca e colocamos em volta dele. Pegamos nossas mochilas e nos isolamos na barraca dele. Ficamos lá mais ou menos uma hora, e quando saímos, nossa barraca era a melhor. Ele estava deitado dentro dela, mas o expulsamos aos chutes. 
Resolvemos não jantar. Ninguém havia levado comida, e estávamos cansados demais para procurar. Fomos todos dormir, já que, de acordo com Matthew, o dia seguinte ia ser puxado demais.
Acordei de madrugada. Mi-cha dormia como uma criança. Resolvi sair da barraca para tomar ar fresco. Vi Matthew encostado numa arvore. Estava perdido no meio de seus pensamentos, preferi não interromper. Fiquei sentada do lado de fora da barraca alguns minutos, comecei a analisar Matthew, que não havia notado minha presença. Ele... estava chorando?!



Meu amigo ainda me esperava na esquina. Fomos conversando até a sorveteria, e depois fiquei pensativo. 
Amigo: Ei. Cara. Que foi?
Matthew: Hã?
Amigo: Tava pensando no que?
Droga. Eu não conseguia tirar o que aquela garota, Meiling, havia falado. Mas porque?
Matthew: Em nada. 
Amigo: Acho que você está apaixonado.
Matthew: O-oque?
Amigo: Você tem uma namorada e nem me contou.
Matthew: Ela não é minha namorada! Eu nem gosto dela!
Amigo: Aham tá. Ei, bora lá naquele lugar perto da tua casa, jogar uma bola?
Pensei em recusar, mas se eu recusasse com certeza iria ficar pensando no que ela disse o dia inteiro.
Matthew: Bora.
Fomos.



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