sexta-feira, 15 de março de 2013

Anjos Caídos - Nick

Queria muito usar esse gif e não achei sem legenda T_T

Nome: Nick
Apelido: nenhum
Idade: 21
Sobre sua pessoa: É um dos servos de Azazel. Não é um anjo, mas tem a capacidade de executar feitiços, além de algumas outras habilidades não muito comum entre as pessoas normais.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Anjos Caídos - Capitulo 5: Uma semana.

Eu estava atravessando a rua, o sinal para pedestres estava quase fechando, e a rua estava movimentada mesmo sendo noite. Só tinha apenas eu e outras duas garotas de aparência de uns 20 anos, que também estavam atravessando, só que ao contrario de mim, elas pareciam desfilar na faixa de pedestre, e os carros buzinavam. Eu só não sabia dizer se estavam buzinando para elas se apressarem ou por que os motoristas estavam "seduzidos" com as moças. Eu estava com pressa, sabia que se demorasse muito os motoristas chegavam perto de atropelar as pessoas, não importando quem fosse. Já tinha visto isso acontecer com outras pessoas. Eu não podia passar na frente delas, parecia que elas faziam de proposito. Quando elas estavam chegando na calçada, escutei uma delas dizer
Garota 1: AI MEU DEUS! EU ESQUECI! VEM COMIGO BUSCAR!
E ela puxou a amiga pelo braço e saiu correndo com ela. Eu tentei me afastar para não ser empurrada, mas só consegui isso até o meio da rua.
Garota 1: Sai da frente. Pirralha chata.
Ela me empurrou, não sei se foi intencional ou não, só sei que eu cai no meio da rua. O sinal estava aberto para os carros. Quando eu consegui me levantar percebi que tinha um carro que parecia vir em minha direção. Pessoas que nunca passaram por situações assim apenas dizem "é só correr", mas não é assim. Eu fiquei congelada, mesmo sabendo que devia correr, não conseguia. Era o medo, o nervosismo. Antes de eu ser atropelada, alguém me empurrou, e o carro passou do meu lado, mas logo em seguida senti eu ser puxada pelo braço, para a calçada.
Meiling: Obriga...
Olhei para os lados, mas não tinha ninguém. Não consegui descobrir se era homem ou mulher, criança, adulto, adolescente. Não descobri mesmo. 
Olhei para frente, e do outro lado da rua, na outra calçada, estava aquelas duas garotas que haviam me empurrado. Elas estavam me encarando e rindo, alguns segundos depois elas se viraram e foram pra algum lugar. Eu também me virei, e fui pra minha casa.



Já havia passado uma semana desde que Mi-cha foi atacada, desde que Matthew me contou.
Eu estava acordada devia fazer uma hora e meia, mas eu estava com muita preguiça de sair da cama. Comecei a relembrar a semana inteira, desde o ultimo domingo. Mi-cha foi atacada por Angelo, que na verdade era Azazel, que tem uns trocentos anos, que queria um pedaço da minha alma, que tem o Matthew como servo. 
Comecei a relembrar o momento em que Matthew me contou.
"Matthew: Aquele cara que atacou você, que atacou Mi-cha, se chama Azazel.
Ele me deu uma encarada rápida  para saber se eu estava prestando atenção. Continuei  concordando com a cabeça e comendo.
Matthew: E podemos dizer que... eu seja um servo dele.
Me engasguei. Eu fiquei com os olhos arregalados. 
Matthew: Mei, se acalme.
Me levantei.
Meiling: ME ACALMAR? COMO VOCÊ QUER QUE EU ME ACALME? VOCÊ SERVE O CARA QUE QUASE MATOU MINHA MELHOR AMIGA? QUAL O SEU PROBLEMA?
Lagrimas começaram a encher os meus olhos. 
Matthew: SÓ CONFIE EM MIM.
Ficamos em silencio por um momento. Falei num sussurro, pra mim mesma
Meiling: E como que eu vou fazer isso?
Abaixei a cabeça. Uma lagrima começou a escorrer pelo meu rosto, e com a delicadeza de um verdadeiro anjo, ele me fez olhar para ele, e enxugou minha lagrima.
Matthew: Tente."
Peguei um travesseiro que estava do meu lado, e o coloquei sobre a minha cabeça. Fiquei assim alguns segundos. Falei para mim mesma
Meiling: Ok, no três eu levanto.
Respirei fundo.
Meiling: Um... dois...
Respirei fundo novamente
Meiling: Dois e meio...
Fiquei pensando um pouco, virei pro lado, me abraçando no travesseiro e desistindo da minha estrategia para levantar.
Meiling: Deixa quieto isso ai.
Fiquei na cama por mais uma meia hora e levantei. Tomei um banho e coloquei meu pijama novamente. Não pretendia sair de casa. Sentei numa das cadeiras que eu havia colocado na sacada a pouco tempo, e fiquei lá. 
Escutei algo caindo, resolvi sair para ver o que era. Parecia ser um presente, mas não consegui distinguir o que era. Era pra mim. Peguei e voltei para minha sacada. Antes de abrir, fiquei tocando a embalagem, tentando descobrir o que era, mas não consegui. Abri de uma vez, era um livro e uma carta. Era do Matthew. Deixei o livro de lado e abri a carta. Comecei a ler.
"Eu dividi o livro em 3 capítulos: Fácil, médio, difícil. O fácil fala sobre os elementos, e como mistura-los. Quero que aprenda o básico do fogo, água, terra, e ar. Tente não cometer um incêndio, nem um terremoto, furacão ou tsunami. Também não tente praticar algum feitiço que seja complicado demais, ou de qualquer outro capitulo. Tenha um bom treino.
Obs: Tente não morrer, e nem matar alguém."
Meiling: Haha. Muito engraçado.
Coloquei a carta no colo e peguei o livro. Primeiro comecei a analisar a capa. Era bem detalhada, e parecia ser de tecido. O livro tinha um tipo de fechadura, parecia um pedaço de tecido que vinha da contra capa até a capa, e se prendia numa ametista
Resolvi ir trocar de roupa, para ir treinar no bosque. Coloquei uma bermuda clara, uma blusa e um all star estampado. Era uma roupa confortável. 
Peguei o livro, tranquei a casa, e resolvi ir voando até o bosque. Eu precisava treinar meu voo de uma maneira ou de outra. 
Quando eu cheguei num lugar que eu tinha certeza que ninguém iria me ver, pousei e escondi minhas asas. Subi numa arvore e coloquei o livro no colo. Aquela ametista estava mais brilhante do que antes, e parecia que meu colar também. Tentei abrir o livro de todas as maneiras, mas não consegui. Virei o livro, e comecei a analisar a contra capa dele. Também tinha uma ametista, que segurava a tira de tecido do outro lado do livro, porem, essa não brilhava. Estava escura, quase sem cor. Eu ia tocar na ametista escura, mas quando eu aproximei meus dedos dela, era como se eu tivesse levado um pequeno choque. Resolvi tentar de novo, quando eu toquei na ametista, parecia que tinha uma troca de raios entre a pedra do livro e a pedra do meu colar. Acabei levando um super choque, e acabei caindo da arvore. Me levantei, e quando eu ia pegar o livro, fui atingida pelo raio da ametista escura do livro de novo, a qual estava começando a brilhar. Dessa vez fui jogada para longe. Eu não conseguia aceitar o fato que uma pedra era mais forte do que eu. Resolvi tirar o colar e coloca-lo no bolso. Consegui me aproximar do livro, e tocar as pedras sem ser atacada, mas ainda não conseguia abrir. Eu sentei no chão, com o livro entre as pernas. Tirei o colar do bolso e fiquei analisando-o. Coloquei o colar em cima da capa do livro, e a ametista da capa o puxou, fazendo parecer as duas pedras eram apenas uma. Um clarão surgiu, e eu fui lançada para longe, de novo. Quando consegui me levantar, vi o livro aberto e o colar no meio dele. Finalmente.
Meiling: Já tava na hora.
Me levantei e fui até onde o livro e o colar estavam. Peguei o colar e o coloquei no meu pescoço novamente, mas quando eu ia pegar o livro, alguém pegou antes.
Alguém: Livro interessante.
Me levantei, e esse alguém sorriu pra mim. Era um homem, ele tinha cabelos um pouco mais comprido do que o normal, para um homem. Ele usava roupas... interessantes. 
Eu ia pegar o livro dele, mas ele deu um passo pra trás, e escondeu o livro em suas costas. Eu estava perdendo a paciência.
Meiling: Poderia me devolver? Por favor?
Ele sorriu. Tirou a mão com o livro de suas costas, apontando-o para mim, como se fosse me entregar. 
Alguém: Mas é claro que...
Eu ia pegar o livro
Alguém: não.
Ele saiu correndo, mais rápido que uma pessoa normal. A primeira coisa que veio na minha cabeça foi que ele também podia executar os feitiços que tinha no livro.
Eu fiz com que minhas asas aparecessem, fui voando baixo, quando encostando no chão, tentei segui-lo, mas o perdi de vista pouco tempo depois. 
Meiling: Agora sim, Matthew vai me matar.
Respirei fundo, escondi minhas asas e voltei a pé pra casa. Coloquei meu pijama novamente, e voltei pra sacada. A carta ainda estava no mesmo lugar que eu deixei. Eu a peguei e sentei no mesmo lugar que eu havia sentado de manhã.
Meiling: Droga.
Me encostei na cadeira, fechando os olhos e suspirando.
Matthew: Aconteceu alguma coisa?
Eu levei um susto. Ele estava sentado na outra cadeira, exatamente na minha frente. Eu não o havia visto ali.
Meiling: Desde quando você está ai?
Matthew: Quando eu cheguei você não estava. Cade o livro? Treinou?
Eu já tinha me esquecido.
Meiling: Sobre isso...



Eu e minha mãe estávamos voltando de uma pizzaria. Foi um dia bem divertido. Uma garota que devia ter a minha idade passou as pressas pela gente. Pude reconhecer aquele cabelo. Eu estranhei, mas ignorei.
Eu e minha mãe íamos atravessar a rua, mas minha mãe disse que não daria tempo, então ficamos esperando o sinal abrir e fechar de novo. O sinaleiro marcava o tempo, e faltava uns cinco segundos para o sinal abrir para os carros. Tinha duas garotas mais velhas, na frente da menina. Elas andavam como se estivessem passeando, e a menina estava ficando impaciente. Faltava um segundo, e uma das garotas puxou a outra pelo braço, a menina tentou desviar delas, mas elas a levaram praticamente pro meio da rua e depois a empurraram, fazendo-a cair. As duas saíram rindo. Percebi que um carro estava indo em direção a ela. Eu ia sair correndo até a menina para ajuda-la, mas minha mãe me segurou pelo pulso. A menina conseguiu se levantar, mas o carro estava chegando cada vez mais perto. Ela aparentemente ficou nervosa demais, pois não saia do lugar. Eu consegui fazer com minha me soltasse, e fui correndo até a menina. Eu a empurrei e ela saiu da mira do carro, o qual passou bem perto dela. Em seguida a puxei pelo braço, antes que ela corresse o risco de ser atropelada de novo. O sinaleiro fechou para os carros novamente, e minha mãe veio até mim. A menina não me viu. Eu e minha mãe continuamos nosso caminho, rindo. Quando cheguei em casa levei um sermão, mas pelo menos a garota não tinha se machucado.


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sexta-feira, 1 de março de 2013

[Conto Rápido] Adeus. [Conto Rápido]

Nota: Criei essa história por causa de um dever de casa de produção textual, então por isso podem haver algumas diferenças ao comparar com os outros contos.


Ela acabara de chegar ao hospital. Tinha muitas pessoas em volta da garota, quase desmaiada. As pessoas ficavam horrorizadas ao olhar para ela, para o estado dela.
Finalmente, resolveram atende-la, mas não tinha mais jeito. Ela estava em um estado terminal. Seus pais foram embora sem se despedir. Eles não queriam ver a morte de mais uma filha. A menina estava sozinha num dos quartos do hospital, ela não demonstrava medo, mesmo sabendo o seu destino.
A porta do quarto se abriu, e uma mulher que aparentava ter seus 40 anos de idade entrou no quarto, puxando uma cadeira e colocando-a ao lado da cama que a menina estava, e se sentou.
- Você está bem? - perguntou a mulher, com um olhar de pena. 
A menina ficou calada, não conhecia a mulher, então achava que não devia satisfações a ela.
- Eu sou a Dra. Sunkyu. Mas pode me chamar de Sunny.
A menina concordou, e logo mostrou um pequeno sorriso.
- Qual o seu nome? - perguntou a doutora, com expectativa de começar uma conversa.
- Tiffany! Meu nome é Tiffany! - Ela respondeu animada, estava feliz por ter alguém para conversar.
- Você... nasceu com seus olhos assim? - Sunny estava curiosa.
O lindo sorriso da menina havia sumido. Tiffany passou os dedos por seus olhos, exatamente onde, até algum tempo atrás, eram azuis. Um lindo tom de azul. E atualmente seus olhos eram totalmente brancos. Ela não sentia seus olhos, se arrancassem ela nem saberia.
- Não.- Ela respondeu com um tom triste.
Seus olhos começaram a voltar ao normal, e ela podia então ver sua irmã mais velha. Na realidade era apenas um ano mais velha. Ela tinha longos cabelos negros, e estava usando a mesma roupa do dia de sua morte: um vestido branco de renda, que ia até o joelho, e estava descalça. Usava um laço branco, prendendo parte de seu cabelo para trás. Ela segurava uma adaga de prata, a mesma que havia causado sua morte.
A menina aparecia e sumia, fazendo assim com que os olhos e Tiffany voltassem ao normal e do nada a cegueira voltava.
Sunny estava assustada. As luzes de todo o hospital começaram a piscar junto com os olhos de Tiffany.
- ISABELLE!
Tiffany começou a ficar com medo da irmã. Isabelle então ficou visível para todos que quisessem vê-la. A doutora estava mais apavorada ainda.
Isabelle se aproximou de Tiffany, e ficou a observando.
- Vamos acabar logo com isso. - disse Isabelle, que logo em seguida enfiou a adaga no coração da irmã, a qual morrera na mesma hora. 
O olhar de Isabelle passou a ser mortal. Seus olhos agora eram totalmente negros, e quem a olhasse agora morreria. Ela começou a andar pelo hospital, matando todos. Era esse seu objetivo. Depois que todos estavam mortos, ela saiu, ficando na frente da porta principal do hospital. Havia muitos policiais lá, com armas apontadas para ela. Eles haviam sido instruídos para não a olharem.
- Atirem logo - Falou Isabelle, porem nada aconteceu.
- ATIREM! - Ela jogou a adaga em um dos policiais, matando-o. Ela conseguiu fazer com que atirassem, mas os tiros apenas passavam por ela e acertavam o hospital. Ele estava completamente destruído.  Depois que os tiros acabaram os policiais viram que não tinham acertado a garota, somente o hospital. Eles olharam para a garota, e morreram. Ela começou a rir. Se aproximou do policial, agora morto, que estava com a adaga em seu peito, e a pegou de volta. Agora, sua próxima parada era a casa de seus pais.

Essa é a Sunny, do SNSD.
Eu realmente pensei nela
para o papel da doutora.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Contos Rápidos - o que são?

<3
Bom, eu já mencionei minha situação atual no ultimo post certo? Então, para essas situações, escreverei um conto rápido  "Ah Alexia, o que é um conto rápido?" funcionará assim: Eu não farei apresentação de personagem, e não terá mais de um capitulo. É praticamente um texto. Eu só postarei quando eu tiver demorando muito com o capitulo de algum conto, ou quando eu estiver viajando por exemplo. Só para não deixar o blog sem conteúdo, e para não perder os leitores. 
Tenham uma boa leitura, e uma boa semana. :3

<3 ²

Aviso sobre postagens

Gif de algo não coreano, para variar um pouco.

Bom dia gente :3 
Bom, para começar quero me desculpar pela demora para o capitulo 5 de Anjos Caídos (o qual eu nem comecei a escrever). Meu notebook estragou, e eu não me sinto muito bem escrevendo na maquina dos outros (apesar de eu estar escrevendo pelo computador do meu pai agora). Enfim, talvez essa semana eu já tenha meu notebook de volta e poderei assim, voltar a escrever. Sinceramente estou ficando um pouco agoniada de não poder escrever.
Que vocês tenham uma boa semana.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Anjos Caídos - Capitulo 4: A primeira luta

Era meu aniversario de cinco anos. Era a primeira vez que eu estaria totalmente sozinha nessa data. Não muito diferente dos outros anos, afinal, minha mãe nunca se preocupou em comemorar. Eu havia comprado um pedaço de bolo, e uma vela. Só pra não passar em branco mesmo. Quando eu acendi o fosforo, eu senti alguém me puxando pra trás, eu levei um super susto e acabei deixando cair o fosforo aceso em cima da mesa. A mesa era de madeira, e começou a pegar fogo muito rápido. Olhei para todos os lados, mas não havia ninguém la. Eu também não sabia o que fazer, eu tinha certeza que o fogo iria se espalhar pro resto da casa e eu iria morrer ali mesmo. Eu não tinha a minima ideia do que fazer para evitar, então fiquei sentada no chão, encostada na parede perto da porta. Eu ia começar a chorar. Todos dizem que não tem medo da morte, mas dizem isso porque nunca a encararam de frente. Era a segunda vez que isso acontecia comigo. O fogo se espalhou tanto que eu tinha certeza que dessa vez não iriam me ajudar. Eu encostei minha cabeça no joelho, só esperando as chamas me devorarem, mas quando olhei de novo, a cozinha estava em perfeito estado. Aquilo... era um sonho?



Meiling: Sabe... Depois que você me deu esse colar, eu tenho tido algumas sensações estranhas, como se eu soubesse que algo vai acontecer, mas não exatamente o que. Eu sempre senti isso na verdade... Mas nunca tão forte.
Ficamos em silencio por alguns minutos. Eu estava um pouco nervosa, com medo talvez.
Meiling: Acho que vou dar uma volta por ai...
Pulei da arvore, e fiz minhas asas aparecerem.
Meiling: Quer vir comigo?
Ele pareceu ficar pensativo, demorou pra me responder. Acabei começando a alçar voo sem ele. Quando eu estava numa altura onde provavelmente ninguém conseguiria me ver, ele apareceu do meu lado.
Matthew: Vamos.
Ele só precisou terminar de falar para algo me atingir. E não, não era um pássaro. Eu comecei a cair, eu ia cair exatamente dentro do rio. Eu não conseguia controlar minhas asas, não conseguia voltar a voar. Matthew me segurou antes de eu cair no rio, pousando na beira do mesmo e me colocando no chão. Eu estava um pouco tonta e me segurei nele pra não cair.
Meiling: O que foi isso?
Matthew apenas sussurrou pra mim
Matthew: Mostre que não perdi tempo te ensinando. Use o que você aprendeu.
Eu não entendia por que ele estava dizendo aquilo, mas depois de dizer, ele se afastou. Fiquei um pouco assustada com a reação dele. O que diabos estava acontecendo afinal? Um raio acertou uma arvore próxima. Eu gritei de susto. O tempo começou a ficar nublado, parecia que o mundo ia acabar, e o vento estava cada vez mais forte, cada vez mais gelado, e eu estava ficando cada vez mais apavorada. Resolvi ir embora dali o mais rápido possível, mas quando eu me virei dei de cara com Mi-cha amordaçada, e Angelo ao lado dela, rindo. Eu não sabia direito como reagir.
Meiling: MI-CHA!
Resolvi correr até ela, mas quando me aproximei, Angelo me atacou, e eu acabei indo parar na mesma arvore que o raio tinha atingido. Desde quando ele sabia executar feitiços? Mi-cha nunca havia me falado isso. 
Eu me levantei com dificuldade. Ele brincava com o cabelo dela, ela parecia agoniada. Ela também estava chorando.
Angelo: Então, vamos analisar essa situação. Você é apenas mais uma garota idiota, da qual eu só preciso um pedaço da alma. Vamos resolver isso de uma vez, me de logo isso e eu deixo sua amiga em paz.
Fiquei mais assustada ainda. Dar o que?!
Ele começou a se aproximar
Angelo: Quer mesmo arriscar a vida da sua amiga? Ela não é como uma irmã mais nova pra você? Você não devia proteger sua irmã?
Não o respondi. Quando ele se aproximou o suficiente eu tentei ataca-lo, assim como o pai de Mi-cha me ensinava. Não deu muito certo, mas consegui desviar de alguns ataques pelo menos.
Angelo: Que gracinha, acha mesmo que consegue me derrotar?
Resolvi tentar usar um dos ataques que eu havia aprendido no dia anterior, seria a primeira vez que eu usaria magia, não sabia ao certo o que poderia acontecer.
Meiling: LUX IMPERIUM!
Eu consegui lança-lo bem longe, fiquei impressionada com a minha força, mas procurei não demonstrar isso.
Angelo: Ah... Garota estupida.
Ele atacou novamente, dessa vez com mais força, mas não foi em mim, e sim em Mi-cha. Ela caiu dentro do rio. Ela não sabia nadar, e mesmo que soubesse não conseguiria.
Meiling: SEU IDIOTA!
Ele começou a rir.
Angelo: Até breve.
Um raio atingiu o local que ele estava, e foi assim que ele sumiu. 
Agora eu tinha que salvar Mi-cha. Quando eu ia pular no rio, alguém segurou meu braço.
Matthew: Você lutou muito bem.
Meiling: SEU... Não. Não posso brigar com você agora, eu preciso salvar Mi-cha.
Eu ia pular mas ele pulou antes. Eu não conseguia acreditar que ele realmente estava fazendo aquilo. Eu estava segurando minhas lagrimas. Primeiro ele me deixa sozinha, depois Mi-cha aparece daquele jeito, e agora ele a salva? O que estava acontecendo afinal? Por que ninguém contava? Eu estava perdida no meio dos meus pensamentos, até que ele apareceu com Mi-cha no colo. Resolvemos leva-la pra minha casa. Fomos voando, afinal, o que os vizinhos iriam dizer vendo nós três chegando daquele jeito? Mi-cha estava com medo, mas impressionada. Pousamos na sacada do meu quarto. Ela estava chorando muito.
Meiling: Ele... te machucou muito?
Ela apenas me abraçou. 
Meiling: Você vai passar a noite aqui, esta bem?
Ela concordou com a cabeça, e eu sugeri que fosse tomar um banho. Notei que Matthew ia para algum lugar, só não sabia aonde.
Meiling: ONDE VOCÊ PENSA QUE VAI?
Ele se virou para me encarar.
Meiling: Você é um idiota.  
Comecei a empurra-lo. 
Meiling: Um completo idiota. Me deixou sozinha quando eu mais precisava. E se algo pior tivesse acontecido? 
Quando eu terminei de falar ele me segurou pelos pulsos, me empurrando contra a parede do quarto.
Matthew: Se algo pior fosse acontecer, eu te salvaria.
Aparentemente ele estava falando a verdade. Não consegui mais segurar as lagrimas, comecei a chorar ali mesmo. Ele me soltou.
Meiling: SAI DAQUI!
Eu estava nervosa, super nervosa.
Matthew: Acha mesmo que eu vou te deixar sozinha depois de tudo isso?
Meiling: SAIA AGORA!
Ele ficou me encarando. Eu não sabia o que fazer pra ele sair. Eu não queria mais a presença dele ali. Eu não sentia que podia confiar nele, não mais. 
Ficamos nos encarando, até que ele foi.
Sentei na cama, esperando Mi-cha sair do banho. Ela saiu um pouco tempo depois. Ficamos conversando, tentando esquecer o que tinha acontecido, mesmo sabendo que isso não era muito possível. Quando ela dormiu, resolvi ligar para a mãe dela. Ela devia estar super preocupada. Ela demorou tanto pra atender que eu estava quase desistindo.
Mãe de Mi-cha: Alô?
Meiling: Hã... oi, alô?
Mãe de Mi-cha: Quem tá falando?
Meiling: Eu. Quer dizer, Meiling.
Mãe de Mi-cha: MEILING!
Ela parecia surpresa e preocupada.
Mãe de Mi-cha: Ah Meiling! Você viu Mi-cha? O que aconteceu com ela?
Tentei começar a rir pra disfarçar
Meiling: Ah, eu estava indo pra casa de vocês hoje e acabamos nos encontrando e viemos pra minha, ficamos assistindo filme até agora pouco... Ela acabou de dormir, e só lembrei de ligar pra avisar agora. Espero que nós não tenhamos te deixado muito preocupada.
Ela ficou um pouco em silencio.
Mãe de Mi-cha: Não... Não se preocupem. Mãe é mãe. Agora vá dormir.
Ela desligou o telefone. Ela parecia estranha.
Voltei pro meu quarto, Mi-cha estava dormindo na minha cama. Fui até a sacada apreciar a noite, fazia muito tempo que eu não a admirava. Olhei para baixo e vi uma sombra. Fiquei assustada, será que Angelo queria uma revanche? Desci. Eu me arrependi assim que desci. Estava muito frio. Comecei a procurar pela sombra, mas eu não achava nada. Olhei pro lado e vi Matthew adormecido, no canto da parede da minha casa, embaixo da sacada. Meus olhos se encheram de lagrimas de novo. Ele realmente iria me proteger. Voltei pra dentro da casa e peguei uma coberta. Desci novamente e fui até ele, e o cobri com a coberta. Fiquei olhando um pouco pra ele, e depois resolvi ir dormir. Voltei para o meu quarto, tomei um banho, e deitei na cadeira de balanço que tinha no meu quarto.
Acordei com Mi-cha me chamando, e a coberta que eu havia colocado em Matthew sobre mim.
Mi-cha: UNNIE! Acorda! O café da manhã ta pronto!
Ela sorriu. Como ela podia estar tão feliz depois de tudo o que aconteceu? Assim que ela notou que eu acordei, ela me fez levantar. Ela foi tomar banho. Eu ainda estava meio sonolenta, e desci ainda de pijama. Matthew estava apoiado no balcão, aquele que dividia a cozinha e a sala. Ele estava comendo alguma coisa.
Matthew: Bom dia!
Ele estendeu um prato com panquecas pra mim. Aquilo estava parecendo coisa de filme. Me sentei no outro lado do balcão e peguei o prato.
Respondi ainda com sono
Meiling: Aham.
Peguei um garfo e comecei a comer. Ficamos em silencio por um tempo. Resolvi tentar quebrar o gelo, mesmo com a probabilidade de levar uma patada.
Meiling: Você cozinha muito bem...
Ele sorriu.
Matthew: Eu contei para Mi-cha.
Tentei imaginar a reação dela. Mas não sabia se ela ficaria assustada ou empolgada.
Meiling: Como ela reagiu?
Matthew: Ela deve ter achado estranho no começo. Mas eu já a avisei para não falar sobre isso com ninguém, além de eu e você, mas só se for muito necessário.
O silencio tomou conta de novo. Ele pareceu ficar pensativo, e dessa vez ele começou falando.
Matthew: Mei...
Ainda era estranho ele me chamando de Mei. A unica pessoa que me chamava assim era a Mi-cha, raramente.
Matthew: Eu preciso te contar uma coisa. Mas você tem que me prometer que não vai ficar brava comigo, ou até mesmo parar de confiar em mim. Só quero te dizer isso mesmo, para caso ocorra de você acabar descobrindo de outro jeito, não termos problemas, ok?
Concordei com a cabeça.
Matthew: Aquele cara que atacou você, que atacou Mi-cha, se chama Azazel.
Continuei  concordando com a cabeça e comendo, para ele saber que eu estava prestando atenção em cada palavra.
Matthew: E podemos dizer que... eu seja um servo dele.
Me engasguei.



Minha mãe havia me obrigado a virar um aliado, um servo, do assassino de meu pai. Ela dizia que eu deveria seguir o mesmo caminho que ele. Eu sempre a questionava, perguntando o porque daquilo, mas ela dizia que me explicaria quando eu fosse mais velho, pois agora eu não entenderia. 
Azazel havia me levado para aprender algumas coisas. Era como se ele quisesse substituir o lugar do meu pai, tentando fazer com que parecesse que tudo o que eu havia aprendido estava errado, e só o que ele ensinava era certo. Eu sabia que era errado, mas fingia concordar. Meu pai era meu mestre, e ninguém poderia tirar esse lugar dele. 
Estávamos na casa da garota que meu pai salvou, ele a enfeitiçou , para que ficássemos invisíveis aos olhos dela. Aparentemente era aniversario dela. Ela ia acender uma vela. Quando acendeu o fosforo, Azazel a puxou pra trás pelo pulso, fazendo com que ela se assustasse e derrubasse o fosforo. Ele ficou olhando e rindo, até que o fogo se espalhasse um pouco. Depois que ele já estava satisfeito vendo a garota desesperada, ele resolveu que devíamos ir embora.
Azazel: Vamos?
Eu estava assustado. Como uma pessoa em sã consciência podia fazer aquilo? 
Matthew: Pode ir... Eu vou daqui a pouco...
Ele pareceu desaprovar minha decisão. Resolvi falar algo para pelo menos tentar engana-lo e ele me deixar ali.
Matthew: Quero vê-la sofrer mais um pouco. Isso é tão... divertido.
Dessa vez ele sorriu, e foi embora, me deixando sozinho ali.
Aproveitei a oportunidade para tentar fazer o fogo sumir. Não era nada fácil  ainda mais pra alguém da minha idade. Mas consegui. Eu estava totalmente cansado, como se eu tivesse usado todas as minhas forças. Resolvi voltar pra minha casa.


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Anjos Caídos - Capitulo 3: Uma surpresa terrivel

Eu estava no bosque que havia perto da minha casa. Subi numa arvore e fiquei lá, vendo o rio, o céu, o lugar. O dia estava lindo. Comecei a prestar atenção no som do local, e percebi que tinha dois garotos rindo, mas eu não conseguia enxerga-los. Procurei ignorar, e me encostei na arvore novamente, fechei os olhos e fiquei lá, relaxando. 
Alguma coisa bateu em mim, e eu cai da arvore. Aquilo ia deixar minha testa roxa, eu tinha certeza. Meu pulso estava doendo, devia ser por que eu havia me apoiado no chão.  Comecei a olhar por tudo, procurando o que poderia ter me acertado, até que eu vi uma bola de futebol indo em direção ao rio. Sai correndo pra pegar a bola. Meu pulso doía, eu queria chorar. Me agarrei na bola e sentei na beira do rio. Escutei passos, devia ser um dos garotos que chutou aquela bola. Me recusei a olhar pra ver quem ou o que era.



Já estava escuro, eu estava esperando por Matthew no mesmo lugar do dia anterior, que parecia levar séculos para chegar. Eu estava pensando em ir embora, quando ele chegou com duas maletas, bem estreitas, porem longas. 
Matthew: Tive que passar em casa pra pegar umas coisas.
Ele realmente havia me dito que treinaríamos outra coisa hoje, mas não havia me dito o que. Fiquei apenas observando-o. Ele colocou as duas maletas no chão e começou a abri-las. Ele tirou um tipo de espada de dentro de cada uma, e me entregou uma delas.
Meiling: O que que eu vou fazer com isso? Sério, eu vou acabar machucando al...
Ele não deixou eu acabar a frase, pois do nada começou a me atacar com a espada que ele segurava, e eu me defendia, quase fui acertada algumas vezes, mas consegui ficar intacta. Até que ele parou
Meiling: IDIOTA! Ta maluco? Quer me matar?
Matthew: Até a algum tempo atrás isso não seria má ideia... Mas não. Você precisar treinar, não é tão ruim quanto eu pensei que fosse. Agora vamos, me ataque.
Comecei a rir.
Meiling: Não obrigada, tenho amor a minha vida.
Matthew: Se você não me atacar, eu te ataco.
Eu preferi atacar. Eu atacava de qualquer jeito, eu nunca havia lutado com espadas. Eu não consegui faze-lo nem ao menos desviar. Ficamos nisso uma meia hora. Eu estava cansando.
Meiling: Desisto.
Sentei no chão e me encostei numa das arvores.
Matthew: Levante-se e repita meus movimentos.
Respirei fundo e fiz o que ele mandou.
Matthew: Ótimo, agora repita esses movimentos.
Ele ficou encostado na arvore observando, enquanto eu fazia o que ele mandava. Resolvi descontrair um pouco, apontei a espada para a garganta dele, eu achei que podia assusta-lo ou coisa do tipo, mas não, ele só começou a rir.
Meiling: Acha mesmo que eu não te atacaria?
Matthew: Sinceramente? Tenho certeza disso.
Tentei pressionar um pouco mais a espada, mas tomando cuidado para não machuca-lo. Fiquei esperando alguma reação, mas a unica que consegui foi de gargalhadas. Desisti, e  resolvi a voltar a praticar o que ele havia mandado. Quando me virei ele me puxou pela cintura, e colocou sua espada no meu pescoço. Fiquei um pouco assustada, realmente não esperava aquilo. 
Matthew: Mas e você?...
Eu procurei não mostrar nenhuma reação
Matthew: Acha que eu... não teria coragem de te machucar?
Ele começou a pressionar a espada no meu pescoço, comecei a ficar um pouco preocupada. Fiquei esperando ele fazer algo, até que ele tirou a espada e me empurro pra frente.
Matthew: Vamos, ultima luta. Quero ver se valeu mesmo a pena tentar te ensinar.
Eu ainda não tinha conseguindo processar tudo o que estava acontecendo, até que ele começou a me atacar, e eu a me defender. Consegui ataca-lo algumas vezes, fazendo-o se mover. O resultado foi bem melhor do que quando começamos tudo isso, mas perdi.
Matthew: É... você deu uma melhorada.
Devolvi a espada pra ele, a qual ele guardou naquela maleta, e me entregou. Olhei pra ele sem entender.
Matthew: Esconda isso na sua casa. Agora essa espada é sua. 
Meiling: Ta falando sério?
Ele concordou com a cabeça, enquanto guardava a dele. De inicio, eu não achei uma boa ideia, mas acabei por concordar. 
Estávamos quase saindo do bosque, quando ele parou na metade do caminho.
Matthew: Mei... ling.
Me virei
Meiling: O que?
Matthew: Quero que use isso.
Ele estava segurando um colar com uma pedra de ametista. Comecei a rir.
Meiling: Roubou as joias da sua mãe, só pode. 
Matthew: Não... Só preciso que use isso, e não ouse tirar.
Nós dois ficamos sérios
Meiling: Por que?
Matthew: Você entenderá sozinha, na hora certa.
Ele colocou o colar em mim, e fomos andando juntos até onde foi possível. Eu estava começando a gostar desses "treinos".



Sábado (três dias depois)

Mi-cha estava curiosa pra saber da onde tirei aquele colar. Eu apenas havia dito que tinha achado enquanto arrumava minhas coisas. Eu não o tirava desde que Matthew me deu. Mas também, desde que Matthew me deu, eu tinha a sensação que algo ruim iria acontecer em breve, só não sabia o que. 
Era meio de tarde, e eu estava sentada numa arvore perto do rio, eu estava lendo Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Era uma tarde linda, e estava bem silenciosa. Eu estava usando uma blusa branca, um shorts bege, e uma sapatilha branca. Escutei passos, e quando olhei para baixo, era Matthew.
Matthew: Sabe o que eu nunca entendi? Como você não tem medo de tudo isso. Creio eu, que qualquer outra pessoa ficaria apavorada. Até por que, minhas asas não são iguais aos contos de fadas...
Sorri. Eu havia acabado de ler uma frase que combinava exatamente com tudo o que ele havia dito.
Meiling: Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que importa é o lado no qual decidimos agir.
Ele pareceu ficar pensativo. Subiu na mesma arvore que eu, ficando de frente pra mim.
Matthew: Não sabia que gostava de ler.
Meiling: Existe muitas coisas sobre mim que você não sabe.
Não sei por que, mas comecei a relembrar algumas coisas que haviam acontecido comigo quando eu era pequena.
Matthew: Você que pensa.
Fiquei um pouco assustada, o que ele poderia saber afinal? A não ser que fosse ele que... Não. Aquele homem era muito mais velho. Matthew tinha a minha idade. 
Comecei a pensar na Mi-cha, ela estava realmente animada com esse tal de Angelo.
Matthew: Está pensando na Mi-cha de novo, não é?
Eu já havia contado tudo pra ele. Concordei com a cabeça
Matthew: Você devia parar de se preocupar.
Meiling: Eu sei, mas...
De repente, foi como se tudo ficasse escuro, como se as partes azuis dos meus olhos também tivessem ficado pretas. A unica coisa que eu podia ver era um beco. Eu conseguia escutar alguém gritando, provavelmente chorando. Era uma voz feminina, que vinha daquele beco, mas eu não sabia de quem, eu não sabia o que estava acontecendo. Desisti de tentar ver alguma coisa, e procurei me concentrar na voz. Era a voz de Mi-cha. Do nada, tudo voltou ao normal.
Matthew: MEI! Você está bem?
Meiling: Eu sim, mas Mi-cha não.
Eu estava com uma expressão preocupada, e depois que eu disse isso, Matthew ficou com uma expressão um pouco assustada, mas ele devia saber o que estava acontecendo.



Eu estava jogando futebol com meu melhor amigo, no bosque perto da minha casa. Aquele foi um dos dias mais divertidos da minha infância, eu acho. Eu nunca vi alguém chutar uma bola tão forte. Ela foi parar praticamente do outro lado do bosque, e eu tive que buscar. Quando eu cheguei, havia uma menina que parecia ter a nossa idade, agarrada na bola, e sentada na beira do rio. Ela parecia não ter notado a minha presença. Eu senti que conhecia aquela garota, só não me lembrava da onde. Procurei me aproximar para ver melhor seu rosto. Era a garota que meu pai havia salvo aquele dia. 
Matthew: Com licença...
Ela me ignorou.
Matthew: Pode devolver essa bola pra mim?
Pude notar que ela concordou com a cabeça, e em seguida, se levantou e jogou a bola pra mim, mas não me olhava. O cabelo tampava seus olhos, mas eu tinha quase certeza que ela estava chorando.




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